Contagem de votos no Peru: disputa acirrada entre candidatos e crise política à vista

A contagem dos votos do segundo turno no Peru mostra disputa acirrada entre Roberto Sánchez e Keiko Fujimori, em meio a uma crise de confiança política

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Foto: Reprodução

Apuração das eleições presidenciais no Peru

As autoridades peruanas continuam a contagem dos votos do segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo (7). O país enfrenta uma acentuada divisão social, refletida na intensa disputa pelo poder. A apuração avança lentamente nesta segunda-feira (8).

Até o momento, o candidato de esquerda Roberto Sánchez aparece com 50,075% dos votos, enquanto Keiko Fujimori, representando a direita, possui 49,925%. A diferença é de apenas 26.510 votos.

Crise política e desconfiança no sistema

Analistas destacam que a eleição evidencia uma grave crise de legitimidade política. O Peru está prestes a eleger seu nono presidente em uma década, após uma série de líderes terem sido destituídos ou renunciado em meio a escândalos de corrupção.

Atualmente, quatro ex-presidentes estão encarcerados.

O analista político Jeffrey Radzinsky comentou que “esta é uma eleição sem liderança sólida, marcada pela grande desconfiança no sistema eleitoral”, ressaltando que “a figura do presidente da República perdeu relevância no imaginário coletivo”.

Votação impulsionada pela rejeição

Urpi Torrado, CEO da empresa de pesquisas Datum Internacional, observou que a votação está sendo impulsionada mais pela rejeição do que pelo entusiasmo, com muitos peruanos optando pelo que consideram ser o menos pior. “Não há perspectivas definidas para nenhum dos candidatos”, analisou.

Fujimori fez campanha com uma plataforma rigorosa contra o crime, evocando o legado de seu falecido pai. Por sua vez, Sánchez, aliado do ex-presidente preso Pedro Castillo, moderou suas propostas de reforma econômica para atrair eleitores de centro e acalmar os investidores.

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O próximo presidente herdará um Congresso fragmentado, um aumento da criminalidade e uma população em que quase metade acredita que ele também não completará seu mandato de cinco anos.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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