Conta de luz cai 7,5% no Sul e 5% no Sudeste em 2027, mas pode subir 9,5% no Nordeste

Projeção da Thymos Energia indica queda média de 2% no país, com Centro-Oeste estável e Norte com alta de 1,29%, em um ano de inflação acima do teto da meta.

3 min

Torres de transmissão de energia elétrica no Pará | Foto: Reuters

As tarifas de energia elétrica devem cair, em média, 2% no país em 2027, segundo projeções da consultoria Thymos Energia, uma das principais do setor elétrico brasileiro. O alívio, porém, não chega igual a todo o território, porque o efeito muda conforme a região onde o consumidor mora.

O diretor editorial da CNN em Brasília, Daniel Rittner, apresentou os dados no Hora H e afirmou que a notícia aparece em um momento oportuno, em meio às dificuldades econômicas atuais. Ele lembrou que o Copom, em seu comunicado mais recente, mostrou a projeção do IPCA — Índice Oficial de Inflação — acima do teto da meta tanto em 2026 quanto, sobretudo, em 2027. “A gente tem uma contribuição positiva do setor elétrico com quedas na média de 2% no âmbito nacional das contas de luz”, afirmou.

Sudeste e Sul puxam as quedas, e Centro-Oeste fica estável

Pelas estimativas citadas, os consumidores do Sudeste devem ver uma redução em torno de -5% nas tarifas. No Sul, a queda deve ser maior, de aproximadamente -7,5%. Já o Centro-Oeste deve ficar praticamente parado, com estabilidade de -0,66%.

Para Rittner, esse desempenho vem de uma certa redução dos encargos cobrados nas tarifas, sobretudo os destinados a subsidiar fontes renováveis, como eólica e solar. Ele também citou alguma contribuição proveniente da usina hidrelétrica de Itaipu.

Norte e Nordeste vão na direção oposta

Nas regiões Norte e Nordeste, a tendência é contrária. O Norte deve ter uma alta projetada de 1,29%, enquanto o Nordeste pode enfrentar um aumento de cerca de 9,5%.

A explicação está em um mecanismo de 2026. Por força de uma lei aprovada no ano anterior, as hidrelétricas antigas puderam adiantar o pagamento de suas outorgas, uma espécie de royalty cobrado pelo uso do bem público. Com esse dinheiro adiantado, as contas de luz no Norte e, sobretudo, no Nordeste ganharam um alívio temporário ao longo de 2026.

Em 2027, porém, as tarifas voltam ao nível anterior, o que explica o aumento projetado para as duas regiões.

Leia também

Famílias de baixa renda devem sentir mais o impacto

A âncora Thais Herédia comentou que esse tipo de mecanismo raramente entra na conta das famílias. “O fato de ter trazido alívio em 2026 e voltar a cobrar a tarifa em 2027 não existe essa compreensão no orçamento das famílias”, afirmou.

Na avaliação dela, o que pesa de fato é o encarecimento da conta de luz justamente nas regiões onde vive a população de mais baixa renda do Brasil, o Norte e o Nordeste.

A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.