Coreia do Sul leva missão naval até Omã, a 403 milhas de Ormuz, para proteger rotas

O governo da Coreia do Sul planeja ampliar as operações navais nas águas próximas ao Estreito de Ormuz para manter a rota aberta. O plano, anunciado pelo Ministério da Defesa nacional nesta quinta-feira (05/11), prevê estender a missão da Unidade Cheonghae até o sul de Omã, sob pressão dos Estados Unidos de Donald Trump.
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A proposta inclui o envio de forças e equipamentos adicionais e ainda depende de aprovação da Assembleia Nacional. O apoio sul-coreano poderia se estender até 31 de dezembro de 2027.
Missão avançaria até o sul de Omã
A Unidade Cheonghae atua originalmente na proteção de navios comerciais no Golfo do Áden, na Somália. A expansão levaria a missão ao porto de Duqm, a cerca de 403 milhas do Estreito de Ormuz.
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Segundo a Korea Herald, Seul deve enviar uma aeronave de patrulha marítima P-8A e acrescentar 75 militares à unidade. O plano também prevê uma equipe de desativação de explosivos (EOD, na sigla em inglês) e equipamentos não tripulados de desminagem.
Atualmente, o navio da missão tem um contratorpedeiro da classe 4.4 toneladas, um helicóptero de operações marítimas, ao menos três barcos infláveis de casco rígido e cerca de 300 militares, segundo a emissora YTN. O Ministério da Defesa sul-coreano ainda deve apresentar uma moção revisada à Assembleia Nacional.
Pirataria e deslocamento de forças motivam expansão
O governo sul-coreano argumenta que a ampliação se tornou necessária, em parte, pelo aumento da pirataria na Somália. O ministério atribuiu a alta também ao deslocamento de forças navais internacionais para o Estreito de Ormuz e o Mar Vermelho durante a guerra na região.
De acordo com o Ministério da Defesa sul-coreano, os incidentes relatados de pirataria passaram de 11 em 2025 para 36 no momento e também se espalharam para as águas ao sul de Omã. A pasta afirmou que a missão ampliada não significa envolver a Coreia do Sul na guerra entre Irã e Estados Unidos.
“Não participaremos nem interviremos na guerra sob nenhuma circunstância”, disse um funcionário do ministério.
Pressão dos Estados Unidos e dependência de petróleo
Em setembro, o governo sul-coreano enfrentou críticas após a imprensa nacional divulgar possíveis articulações do Executivo para obter aval da Assembleia Nacional e auxiliar aliados ocidentais. Na ocasião, o presidente Lee Jae Myung não confirmou o envio de forças navais, mas também não descartou a possibilidade.
Após a proposta ser interpretada por setores da sociedade como uma entrada formal na guerra travada por Washington, Lee recuou.
Em agosto, o presidente norte-americano Donald Trump disse que Lee havia se recusado a ajudar os Estados Unidos a desbloquear o Estreito de Ormuz. Naquele mês, Trump decidiu reduzir os exercícios militares conjuntos com Seul e ameaçou se aproximar do líder norte-coreano Kim Jong Un, que não respondeu às investidas.
A Coreia do Sul também depende de importações de petróleo. Segundo o Ministério do Comércio sul-coreano, em 2025, antes da guerra, o país obteve 70% de seus suprimentos do Oriente Médio, e a maior parte foi transportada pelo Estreito de Ormuz.
Editoria:
Redação Internacional
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