Comércio exterior da China cresce no primeiro semestre de 2026

Importações e exportações chinesas somam cerca de ¥25 trilhões no semestre, com destaque para a Asean e para produtos de tecnologia.

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Um navio de carga atraca no porto de Qingdao, na província de Shandong, no leste da China, em 13 de outubro de 2025 | Foto: AFP
Um navio de carga atraca no porto de Qingdao, na província de Sh...
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O comércio exterior da China registrou crescimento significativo nos primeiros seis meses de 2026. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (14) pela Administração Geral das Alfândegas chinesa, o volume total atingiu cerca de ¥25 trilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 19,4 trilhões.

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A expansão foi impulsionada principalmente pelas importações, que cresceram 22,1% e somaram ¥10,74 trilhões (R$ 8,2 trilhões). Já as exportações avançaram 13,4% no mesmo período, alcançando ¥14,73 trilhões, mais de R$ 11,2 trilhões.

Os dados foram apresentados por Wang Jun e Lü Daliang, representantes da Administração Geral das Alfândegas chinesa.

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Desempenho regional: ASEAN liderou o crescimento

O comércio chinês com países vizinhos registrou um aumento robusto de 20,6%. Em destaque está a Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), maior parceira comercial de Pequim, com trocas que cresceram 18,2% e somaram ¥4,34 trilhões (R$ 3,3 trilhões) no semestre.

Os demais mercados regionais também contribuíram positivamente.

A América Latina avançou no ritmo das transações comerciais em 16,2% e o fluxo negociado na África superou até mesmo os índices registrados nos mesmos meses de 2025, quando havia subido apenas 14,4%.

O motor privado impulsiona alta tecnologia

As empresas privadas continuam sendo a principal força motriz nas exportações chinesas. Esse setor registrou operações que somaram ¥14,53 trilhões (R$ 11 trilhões), alta de 17%, e respondeu por mais da metade (57%) do comércio exterior total no semestre.

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Mais de meio milhão de empresas privadas realizaram transações internacionais no período.

A tendência mais forte foi observada nos produtos ligados à infraestrutura tecnológica avançada: as vendas de componentes eletrônicos e peças para inteligência artificial movimentaram R$ 3,9 trilhões, aumento de 56,6%. Além disso, o setor robótico ganhou classificação aduaneira própria este ano; enquanto máquinas industriais tiveram suas vendas elevadas em 18,6%, os equipamentos cirúrgicos registraram uma multiplicação que superou até mesmo quadruplicar seu valor nominal no período analisado.

Desdobramentos geopolíticos do comércio chinês

Apesar dos números positivos apresentados pela Administração Geral das Alfândegas, há desafios e tensões internacionais persistentes. O fluxo comercial com os Estados Unidos somou ¥2 trilhões (R$ 1,5 trilhão) neste semestre, crescimento de 13,7%, mas não conseguiu repor as perdas anteriores ao tarifaço imposto por Donald Trump em 2025.

Em relação à União Europeia, Lü Daliang afirmou que o saldo encolheu 4,7%. Enquanto dirigentes europeus têm manifestado preocupação sobre superávit chinês atingir cerca de €360 bilhões no ano anterior e a Comissão Europeia classificou recentemente “o avanço da indústria chinesa nos mercados globais como ‘um novo choque'”, Pequim manteve seu foco na demanda interna.

Wang Jun citou melhorias internas — com alta produção industrial —, levando ao aumento das importações minerais metálicas em 22,6%.

Olhando adiante, o vice-diretor-geral manteve um tom otimista apesar dos alertas do Fundo Monetário Internacional (FMI), que projeta desaceleração do crescimento global, e afirmou confiar na capacidade de sustentar a boa fase do comércio exterior chinês.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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