Colômbia enfrenta consequências de terremoto devastador que matou mais de 200 pessoas

A Colômbia busca se recuperar de um terremoto devastador, enquanto especialistas alertam sobre a necessidade de preparação para futuros desastres naturais.

12/08/2026 12:11

4 min

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A Colômbia enfrenta as consequências de um dos terremotos mais devastadores de sua história, que resultou na morte de mais de 200 pessoas. O desastre ocorreu apenas algumas semanas após terremotos gêmeos na Venezuela, que provocaram mais de seis mil mortes.

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Diante dessa tragédia, muitos se voltaram aos cientistas em busca de explicações sobre a letalidade dessa série de tremores.

As duas nações estão situadas nas bordas de várias placas tectônicas em movimento. Esse atrito constante resulta em um acúmulo de energia que é liberado periodicamente, gerando os terremotos. Germán Prieto, geólogo da UNAL (Universidade Nacional da Colômbia), afirmou à Reuters que o terremoto colombiano ocorreu devido ao deslizamento da placa de Nazca sob a placa sul – americana, a uma profundidade de cerca de 40 km na crosta terrestre, especialmente na região andina.

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Características do Terremoto

O Serviço Geológico dos Estados Unidos avaliou a magnitude do terremoto do dia 10 em 7,4, com epicentro localizado a uma profundidade de 100 km. Essa profundidade maior em relação ao evento anterior, com profundidade inferior a 20 km, fez com que os tremores fossem sentidos até no Panamá.

No entanto, possibilitou uma dissipaçãomaior da energia, evitando um desastre ainda mais grave.

Prieto ressaltou que “a Colômbia é um país sísmico e temos que estar preparados para esses desastres naturais“. Ele explicou que embora não seja possível prever ou evitar essas ocorrências, seus efeitos podem ser atenuados.

A magnitude dos terremotos é medida em uma escala logarítmica. Para se ter uma ideia da força do fenômeno, um tremor de magnitude 7 é mais de 30 vezes mais forte do que um de magnitude 6. O terremoto mais intenso já registrado na Colômbia teve magnitude 8,8 e ocorreu em 1906, causando um tsunami devastador na costa norte do Equador e resultando na morte de centenas de pessoas.

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Este evento liberou 126 vezes mais energia do que o recente terremoto.

Impactos Estruturais e Ações Futuras

Os terremotos que atingiram a Colômbia e a Venezuela foram classificados como falhas transformantes. Isso ocorre devido aos movimentos horizontais da crosta terrestre, tornando os tremores especialmente perigosos para construções. Além disso, tremores mais fortes costumam provocar réplicas significativas, representando riscos adicionais para aqueles que retornam a estruturas danificadas pelo impacto inicial.

Até a tarde do dia 11, a Colômbia já havia registrado mais de 100 réplicas.

Os dados iniciais indicam que os dois eventos sísmicos ocorridos em junho na Venezuela tiveram origem em uma falha geológica diferente. O segundo terremoto foi ainda maior e levou o Serviço Geológico dos Estados Unidos a considerar o primeiro tremor — classificado como tendo magnitudo 7,2 — como um “precursor”.

Na prática, países com alta vulnerabilidade sísmica como Chile e Japão implementam rigorosas normas para garantir que suas edificações suportem episódios violentos. Essas regulamentações incluem projetos arquitetônicos flexíveis capazes de oscilar sem colapsar durante os tremores.

Contudo, construções informais ou investimentos insuficientes em engenharia podem resultar em tragédias quando desastres naturais ocorrem em áreas urbanas densamente povoadas.

Preparação e Mitigação

A Colômbia começou a desenvolver construções resistentes a terremotos na década de 1970 e adotou seu primeiro código de construção em 1984 após um terremoto devastador em Popayán. O código atual foi estabelecido em 2010. Prieto enfatizou que fatores como localização geográfica, materiais utilizados e cumprimento das normas são essenciais para criar cidades seguras contra esse tipo de catástrofe.

A instabilidade do terreno também desempenha papel crucial nessa equação. A Cidade do México exemplifica essa vulnerabilidade ao ser construída sobre leitos secos de lagoa, amplificando os efeitos mesmo dos tremores distantes devido à estrutura do solo.

Suzan van der Lee, sismóloga da Universidade Northwestern, destacou as dificuldades enfrentadas ao impor códigos rígidos em regiões raramente atingidas por grandes sismos. “Nosso histórico sísmico é extenso”, comentou ela à Reuters, “mas não o suficiente para termos visto todos os tipos possíveis”.

Van der Lee também ressaltou a importância da criação de redes sísmicas e troca global de dados para reduzir riscos futuros associados aos terremotos.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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