Cães farejadores são essenciais nas operações de resgate após terremoto devastador na Colômbia

Um terremoto de magnitude 7,4 devastou a Colômbia na última segunda – feira (10), resultando na morte de pelo menos 224 pessoas. O epicentro foi localizado em San José del Palmar, no departamento de Chocó, situado no noroeste do país. Este evento sísmico é considerado o mais grave registrado na Colômbia nos últimos dez anos, segundo dados do serviço geológico colombiano.
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Pelo menos 20 cidades foram afetadas pelo tremor, com prédios desabando em diversas localidades. A Asocapitales (Associação Colombiana de Capitais) informou que contabilizou 152 estruturas colapsadas e milhares de residências danificadas. Em Cali, o prefeito Alejandro Eder relatou que cerca de 239 pessoas estão presas sob os escombros das edificações destruídas.
Desafios nas operações de resgate
Diante da gravidade da situação e da diminuição das chances de sobrevivência sem água após um determinado tempo, as equipes de resgate trabalham rapidamente para salvar o maior número possível de vítimas. Elas utilizam diversos recursos, incluindo cães farejadores treinados especificamente para detectar o odor humano entre os escombros.
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O tenente Henrique Barros, comandante do canil de São Paulo, explicou que antes de iniciar o treinamento, cada animal passa por um teste comportamental conhecido como teste de temperamento de Volhard. Esse exame avalia as predisposições genéticas dos filhotes, analisando sua reação a estímulos ambientais e humanos, bem como sua capacidade de transpor obstáculos e seu nível de disposição predatória.
“Diferentemente dos cães utilizados pela polícia, os cães do Corpo de Bombeiros trabalham soltos. Para evitar problemas durante as operações, é fundamental estabelecer um vínculo forte entre o condutor e o cão”, ressaltou Barros. O treinamento desses animais é extenso e pode levar cerca de dois anos para ser concluído, embora possa ser mais curto em alguns casos.
Importância dos cães nas buscas
Em situações emergenciais como essa ou durante desastres anteriores, os cães desempenham um papel crucial ao ajudar a setorização do cenário e sinalizar para as equipes a presença potencial de vítimas, vivas ou mortas. “Graças à sua capacidade olfativa e à velocidade com que trabalham, os cães conseguem cobrir áreas muito maiores que os humanos e com muito mais precisão.
Isso economiza muitos recursos”, explicou Barros.
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O tenente também destacou que o treinamento dos cães se baseia em métodos reconhecidos globalmente, como o K 9 – SAR. Embora haja algumas adaptações específicas em diferentes países, todos seguem uma abordagem similar. “Os detalhes podem variar principalmente na forma como o cão indica a presença do alvo, mas o método geral é praticamente o mesmo em todo o mundo”, concluiu Barros.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



