Cláudio Castro diz ver “algo muito estranho” em operação da PF sobre a Refit

O ex-governador afirma que o Rio foi o único estado a cobrar dívidas da refinaria.

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Foto: Reprodução
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Cláudio Castro se defende após Operação Sem Refino

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (15) para se pronunciar após ser alvo da Operação Sem Refino, realizada pela Polícia Federal. A operação investiga um suposto esquema de sonegação de impostos, ocultação de patrimônio e evasão de recursos para o exterior, relacionado à refinaria Refit.

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No vídeo, Castro mencionou ter tido acesso a uma decisão do Supremo Tribunal Federal e afirmou que “há algo muito estranho” em relação ao caso. Ele destacou que o Rio de Janeiro foi o único estado a conseguir cobrar dívidas da Refit, expressando sua “absoluta convicção da lisura” de todos os atos realizados durante sua gestão.

Cobrança de dívidas

Castro ressaltou que a Refit é uma das maiores devedoras do país, com passivos em relação a praticamente todos os estados e à União. “Mas adivinhem só, qual é o único estado que conseguiu cobrar impostos devidos por essa empresa? O Estado do Rio de Janeiro.

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E isso só foi possível graças a um grande esforço nosso para cobrar essa dívida. Conseguimos garantir um acordo que já devolveu mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos”, declarou.

Além disso, o ex-governador negou ter sancionado uma lei complementar em 2025 com o intuito de beneficiar a empresa. Segundo ele, a norma foi baseada em uma recomendação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e a Refit já possuía um acordo de pagamento com o estado antes da criação da medida mencionada na investigação.

Encontro com o dono da Refit

A investigação também aponta que Castro teria se encontrado com Ricardo Magro, proprietário da Refit, durante um evento nos Estados Unidos. O ex-governador explicou que participou de um evento promovido pela revista Veja, que contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o ministro aposentado do STF, Luís Roberto Barroso.

“Em anos de eleição, infelizmente, esse expediente sempre é usado. Isso é triste, muito triste. Mesmo assim, continuo acreditando na justiça do meu país hoje e sempre”, concluiu Cláudio Castro.

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