Clara Ann White Crane dança ao deixar hospital em Montana após superar AVC
Clara Ann White Crane, uma mulher da tribo Cheyenne do Norte, superou um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e deixou o hospital de forma inusitada: dançando. O episódio ocorreu em Montana, onde a paciente enfrentou sérios desafios após a doença comprometer sua capacidade de andar e falar.
Após semanas de reabilitação, ela celebrou sua recuperação em grande estilo, expressando gratidão pela chance de viver.
Os primeiros sintomas do AVC
Em 29 de maio, Clara começou a apresentar os primeiros sinais do AVC enquanto exercia sua função como cuidadora. Ela revelou que sentiu um formigamento intenso pelo corpo e que um dos residentes percebeu sua condição. “Clara, você não parece bem”, foi o que lhe disseram.
A situação se agravou, levando-a a suar excessivamente. Após desmaiar no banheiro do hospital Crow Northern Cheyenne, Clara foi submetida a exames urgentes para descartar uma hemorragia cerebral.
“Quando acordei, não conseguia sentir o lado direito do meu corpo”, recorda Clara, que teve que lidar com a paralisia resultante do AVC. Essa experiência foi extremamente desafiadora: “Foi a primeira vez que me senti completamente impotente”, afirmou.
Devido à gravidade da situação, ela foi transferida de helicóptero para o Hospital St. Vincent em Billings, onde iniciou um tratamento intensivo.
A determinação na reabilitação
Após o diagnóstico e o tratamento inicial, Clara decidiu fazer a reabilitação no Hospital de Reabilitação de Montana, em Billings. Com um foco claro em suas metas, ela afirmou: “Vou andar e dançar”. Segundo Sammi Jorgensen, enfermeira do hospital, Clara se destacou como uma paciente excepcional logo no início do processo de reabilitação.
Sua determinação era visível e contagiante para todos ao seu redor.
Apesar das dificuldades enfrentadas ao longo do caminho, Clara encontrou forças em sua família e nas tradições culturais da tribo Cheyenne. “Meu marido disse: ‘Você vai melhorar, você vai andar’, ele me encorajou muito”, recordou. Com isso, ela teve coragem para enfrentar cada desafio: “Não somos chamados de Cheyennes lutadores à toa”.
Após duas semanas intensas de terapia, Clara conseguiu se movimentar sozinha e estava pronta para retomar seus movimentos.
A terapeuta ocupacional Andrea Dougherty ficou impressionada com a rápida recuperação de Clara. “Não há palavras para descrever o quão incrível isso é para mim como terapeuta. É uma honra ter participado desse processo”, comentou Andrea. Para Clara, dançar faz parte de sua identidade cultural e é uma forma de cura: “Nossas danças e nossas canções me ajudam a ser quem eu sou; são curativas”.
Ao final do processo, ela declarou: “Eu vou dançar. Mas devagar”, mostrando que cada passo dado é uma conquista significativa em sua jornada de recuperação.
Editoria:
Redação Saúde e Educação
A Redação Saúde e Educação reúne a cobertura do Clique Fatos sobre saúde, bem-estar e educação. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.