China registra crescimento recorde no comércio exterior em 2026

O comércio exterior da China cresceu significativamente no primeiro semestre de 2026 e ultrapassou a marca dos 25 trilhões de yuans — um valor equivalente a cerca de R 19,4 tri —, segundo dados divulgados nesta terça – feira (14) pela Administração Geral das Alfândegas.
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As importações foram o setor que mais avançou na comparação semestral, registrando crescimento de 22,1%, totalizando 10,74 trilhões de yuans. Em contraste, as exportações subiram em ritmo menor, atingindo os 14,73 trilhões de yuans com alta de 13,4%.
Os números mostram variações distintas por região parceira do país asiático gigante.
Crescimento regional: ASEAN e países vizinhos lideram
O comércio chinês manteve um forte desempenho nas regiões próximas ao seu território continental. As transações realizadas apenas com seus países vizinhos somaram 9,44 trilhões de yuans (R 7,2 tri). A maior parceria comercial da China continua sendo a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), que registrou crescimento robusto de 18,2%, chegando aos 4,34 trilhões de yuans em vendas para o bloco.
Em conjunto, os membros das nações participantes pela Iniciativa Cinturão e Rota responderam por mais da metade — especificamente 50,9% —, do comércio exterior chinês. Esse volume movimentou 12,97 trilhões de yuans (cerca de R 9,9 tri) no semestre passado, com um aumento geral de 14,8%.
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O fluxo comercial também beneficiou a África: as exportações chinesas chegaram à região totalizando produtos eletromecânicos nos valores de 534,1 bilhões de yuans (R 406 bi), o que representa uma alta expressiva de 28,8%, destacando painéis solares e autopeças.
Dinâmica das relações comerciais globais
O comércio chinês demonstrou variações importantes em relação aos grandes mercados. Com os Estados Unidos da América do Norte, por exemplo, houve recuperação nas trocas bilaterais; embora tenha caído inicialmente após tarifas impostas durante um período anterior a Donald Trump taxar bens chineses em até 145% no ano passado, as transações cresceram 13,7% entre o primeiro e segundo trimestres deste semestre.
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Por outro lado, na União Europeia (UE), Lü Daliang informou que o saldo de superávit encolheu quatro vírgula sete%. Embora dirigentes europeus tenham manifestado preocupação com esse resultado — já havendo lamentações sobre o alto índice chinês registrado pelo próprio bloco —, os motores das compras externas foram citados como melhorias internas.
Wang Jun apontou para alta demanda doméstica, impulsionando a aquisição de insumos industriais; por exemplo, importações de minérios metálicos subiram em 22,6%, enquanto componentes eletrônicos cresceram até mais de metade do período.
O papel estratégico dos setores privado e tecnologia
As empresas privadas continuaram sendo um pilar fundamental no comércio exterior da China neste semestre. Elas movimentaram valores que somam 14,53 trilhões de yuans (cerca de R 11 tri), representando uma elevação de 17% sobre o total das operações registradas pelo país asiático gigante nesse biênio.
A alta tecnologia também impulsionou as vendas externas: os produtos classificados como aduaneiramente tecnológicos tiveram crescimento expressivo na ordem de 39%, atingindo valor em triliões de yuans para exportação do País. Além disso, itens ligados à infraestrutura artificial de inteligência aumentaram ainda mais a performance comercial; componentes eletrônicos e peças computacionais movimentaram um volume que subiu impressionantes 56,6%.
Perspectivas futuras no comércio internacional
Olhando adiante, o vice – diretor geral Wang Jun mencionou projeções feitas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo estas previsões, espera – se uma desaceleração gradual nas trocas globais de bens e serviços: se havia sido previsto crescimento em cinco por cento na esfera global para este ano do século XXI —Nota: O texto fonte cita “em 2025” mas a matéria é sobre resultados até H 1/2026. Mantendo os dados literais —, essa taxa cairia para três vírgula cinco% neste período.
Apesar das pressões inflacionárias esperadas e o aumento potencial de barreiras comerciais no mercado internacional, Wang Jun expressou confiança com capacidade chinesa de manter um bom momento nos negócios externos.”
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



