China registra crescimento recorde no comércio exterior em 2026

Crescimento recorde impulsiona comeco de 2026: China supera R 19 trilhões na balança comercial global.

14/07/2026 19:18

3 min

Um navio de carga atraca no porto de Qingdao, na província de Shandong, no leste da China, em 13 de outubro de 2025.
Um navio de carga atraca no porto de Qingdao, na província de Sh...

O comércio exterior da China cresceu significativamente no primeiro semestre de 2026 e ultrapassou a marca dos 25 trilhões de yuans — um valor equivalente a cerca de R 19,4 tri —, segundo dados divulgados nesta terça – feira (14) pela Administração Geral das Alfândegas.

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As importações foram o setor que mais avançou na comparação semestral, registrando crescimento de 22,1%, totalizando 10,74 trilhões de yuans. Em contraste, as exportações subiram em ritmo menor, atingindo os 14,73 trilhões de yuans com alta de 13,4%.

Os números mostram variações distintas por região parceira do país asiático gigante.

Crescimento regional: ASEAN e países vizinhos lideram

O comércio chinês manteve um forte desempenho nas regiões próximas ao seu território continental. As transações realizadas apenas com seus países vizinhos somaram 9,44 trilhões de yuans (R 7,2 tri). A maior parceria comercial da China continua sendo a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), que registrou crescimento robusto de 18,2%, chegando aos 4,34 trilhões de yuans em vendas para o bloco.

Em conjunto, os membros das nações participantes pela Iniciativa Cinturão e Rota responderam por mais da metade — especificamente 50,9% —, do comércio exterior chinês. Esse volume movimentou 12,97 trilhões de yuans (cerca de R 9,9 tri) no semestre passado, com um aumento geral de 14,8%.

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O fluxo comercial também beneficiou a África: as exportações chinesas chegaram à região totalizando produtos eletromecânicos nos valores de 534,1 bilhões de yuans (R 406 bi), o que representa uma alta expressiva de 28,8%, destacando painéis solares e autopeças.

Dinâmica das relações comerciais globais

O comércio chinês demonstrou variações importantes em relação aos grandes mercados. Com os Estados Unidos da América do Norte, por exemplo, houve recuperação nas trocas bilaterais; embora tenha caído inicialmente após tarifas impostas durante um período anterior a Donald Trump taxar bens chineses em até 145% no ano passado, as transações cresceram 13,7% entre o primeiro e segundo trimestres deste semestre.

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Por outro lado, na União Europeia (UE), Lü Daliang informou que o saldo de superávit encolheu quatro vírgula sete%. Embora dirigentes europeus tenham manifestado preocupação com esse resultado — já havendo lamentações sobre o alto índice chinês registrado pelo próprio bloco —, os motores das compras externas foram citados como melhorias internas.

Wang Jun apontou para alta demanda doméstica, impulsionando a aquisição de insumos industriais; por exemplo, importações de minérios metálicos subiram em 22,6%, enquanto componentes eletrônicos cresceram até mais de metade do período.

O papel estratégico dos setores privado e tecnologia

As empresas privadas continuaram sendo um pilar fundamental no comércio exterior da China neste semestre. Elas movimentaram valores que somam 14,53 trilhões de yuans (cerca de R 11 tri), representando uma elevação de 17% sobre o total das operações registradas pelo país asiático gigante nesse biênio.

A alta tecnologia também impulsionou as vendas externas: os produtos classificados como aduaneiramente tecnológicos tiveram crescimento expressivo na ordem de 39%, atingindo valor em triliões de yuans para exportação do País. Além disso, itens ligados à infraestrutura artificial de inteligência aumentaram ainda mais a performance comercial; componentes eletrônicos e peças computacionais movimentaram um volume que subiu impressionantes 56,6%.

Perspectivas futuras no comércio internacional

Olhando adiante, o vice – diretor geral Wang Jun mencionou projeções feitas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo estas previsões, espera – se uma desaceleração gradual nas trocas globais de bens e serviços: se havia sido previsto crescimento em cinco por cento na esfera global para este ano do século XXI —Nota: O texto fonte cita “em 2025” mas a matéria é sobre resultados até H 1/2026. Mantendo os dados literais —, essa taxa cairia para três vírgula cinco% neste período.

Apesar das pressões inflacionárias esperadas e o aumento potencial de barreiras comerciais no mercado internacional, Wang Jun expressou confiança com capacidade chinesa de manter um bom momento nos negócios externos.”

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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