Peskov rejeita acusações sobre ciberataques russos em resposta às sanções europeias

Peskov ignora acusações europeias sobre ciberataques russos, enfatizando adaptação às sanções internacionais em 2026.

14/07/2026 17:44

3 min

Vladimir Putin e seu porta-voz, Dmitry Peskov
Vladimir Putin e seu porta-voz, Dmitry Peskov

O porta – voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou nesta terça – feira (14) que Moscou rejeita as recentes alegações da União Europeia e Reino Unido sobre suposto envolvimento russo em ciberataques.

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Peskov classificou essas acusações como infundadas perante a imprensa russa: “Rejeitamos essas acusações… Essas são sempre infundadas, nunca são comprovadas”, afirmou o diplomata presidencial ao comentar os ataques cibernéticos. Além disso, ele destacou que a Rússia se adaptou às restrições impostas pelo Ocidente, aprendendo tanto a contornar quanto minimizar seu impacto negativo das sanções internacionais.

Rússia nega alegações de ciberatacar e fala em adaptação sanitária

O porta – voz da presidência russa observou ainda como Moscou conseguiu navegar pelas dificuldades econômicas causadas por décadas de bloqueios financeiros do bloco ocidental. “Nós nos adaptamos… Aprendemos a contornar essas sanções”, disse Peskov, garantindo o compromisso com essa capacidade operacional futura para os serviços russos no exterior.

Os comentários surgem após ações coordenadas dos países europeus: Londres adicionou mais de 20 indivíduos e entidades à sua lista sancionatória contra a Rússia devido aos supostos ataques cibernéticos. Anteriormente, também houve anúncios sobre restrições emitidas pelo Conselho da UE em relação a organizações russas acusadas de atacar tanto a Ucrânia quanto outros membros comunitários.

Reino Unido aloca £ 26 bilhões na reforma das bases navais

Em paralelo às tensões diplomáticas com o bloco ocidental, foi anunciado um grande investimento militar britânico. O Reino Unido irá destinar valor recorde de £ 26 bilhões (aproximadamente US 33,8 bilhões) para reformar suas três principais instalações marítimas: Clyde, Devonport e Portsmouth.

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Segundo comunicado do governo local, este plano abrangente inclui não apenas modernização da infraestrutura costeira e docas náuticas, mas também a recuperação física dos edifícios existentes e construção de novas acomodações individuais destinadas aos membros das Forças Armadas Britânicas em serviço ativo.

Apoio à Ucrânia no centro tensões geopolíticas

As movimentações militares britânicas se inserem num contexto mais amplo. No último domingo (12), União Europeia e Reino Unido assinaram um acordo que pavimenta o caminho para participação do país insular ao empréstimo europeu destinado à defesa ucraniana: € 90 bilhões, valor equivalente a aproximadamente US 97,2 bilhões de dólares americanos.

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Essa ajuda visa fortalecer as capacidades defensivas da nação vizinha por longo prazo. A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, mencionou ainda dificuldades em fechar consenso sobre o próximo pacote sancionatório contra Moscou; contudo, ela acredita que esse objetivo será alcançado muito perto no futuro imediato.

Por outro lado, Vladimir Putin havia alertado já no início de junho que qualquer declarações vinda do bloco deve ser baseada apenas numa premissa chamada “alta probabilidade”, e não há um único fato comprovável até hoje para sustentar essas acusações europeias.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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