Itamaraty rejeita tarifas americanas sobre comércio internacional

Itamaraty denuncia tarifas americanas como arbitrárias e injustas no comércio internacional, buscando soluções na OMC.

06/07/2026 21:47

2 min

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Essa é apenas a segunda vez em que os EUA propõem tal tipo de tributação extra. A cobrança se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio americana e gera forte resistência por parte do Itamaraty contra as conclusões apresentadas pelo órgão americano.

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Itamaraty rejeita tarifas adicionais americanas

No documento enviado, o governo brasileiro classifica tanto as descobertas quanto as bases legais usadas pela investigação dos Estados Unidos como “errôneas” ou até mesmo “arbitrárias”. Segundo informações divulgadas sobre o processo, a carta afirma que essas alegações não encontram qualquer respaldo nas evidências já fornecidas pelo Brasil ao longo das etapas investigativas.

O Ministério também criticou especificamente porque um relatório estadunidense desconsideraria dados importantes referentes às ações de fiscalização realizadas no país. O objetivo dessas medidas é justamente combater práticas ilegítimas e formas análogas à escravidão em território nacional.

Argumentação do governo brasileiro perante mecanismos internacionais

“As questões levantadas nesta investigação — abrangendo regimes jurídicos internos e práticas de fiscalização — seriam mais bem tratadas por meio da cooperação internacional, evitando o uso de sanções comerciais punitivas”, argumenta a carta assinada pelo chanceler Vieira.

O Itamaraty sustenta que impor tarifas unilateralmente desrespeita as regras estabelecidas no comércio global. Por isso, qualquer divergência comercial deve seguir os canais formais previstos na Organização Mundial do Comércio (OMC.

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Ainda em sua manifestação ao USTR, foi reforçado um ponto legal crucial: quando há disputas sob acordos internacionais, é obrigatório utilizar mecanismos formados para solução de controvérsias antes mesmo considerar medidas unilaterais.

Divergências comerciais e o superávit com o Brasil

O governo brasileiro aproveitou a oportunidade da comunicação oficial também para destacar dados econômicos. Segundo as informações apresentadas pelo Itamaraty, os Estados Unidos acumulam historicamente um saldo comercial superior aos US 400 bilhões nas trocas realizadas entre ambos os países desde o ano de 2007.

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Além disso, foi apontado que houve uma tentativa do USTR em usar exemplos tirados de outros nações vizinhas apenas como justificativa superficial sem demonstrar qualquer relação direta ou aplicabilidade à realidade brasileiraA Seção 301 não permite ao setor ignorar evidências incontestáveis”, escreveu Mauro Vieira no documento enviado por Brasília, reforçando a própria legislação americana para fundamentar seu pedido.

O Brasil pede revisão das conclusões e desistência da proposta tarifária adicional sobre seus produtos nacionais neste momento histórico.”

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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