Bruno Rodriguez denuncia sanções americanas na ONU

Cuba enfrentou um novo apagão generalizado na segunda – feira passada após sofrer uma desconexão total de seu Sistema Eletroenergético Nacional.
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O incidente ocorre em meio ao cenário já marcado por extrema escassez de combustível e pelo cerco econômico imposto pelas sanções dos Estados Unidos (EUA). Poucas horas depois do colapso energético, a empresa estatal Unión Eléctrica de Cuba (UNE) confirmou que os trabalhos para recuperar o sistema foram iniciados.
A UNE relatou ainda ter restabelecido parte da geração elétrica através de unidades operantes no complexo Energás Boca de Jaruco.
A Crise energética expõe vulnerabilidades históricas
Este episódio recente evidencia um problema crônico na ilha: apagões severos têm paralisado atividades cotidianas há meses inteiros em diferentes regiões cubanas. Serviços essenciais — como hospitais e escolas —, além dos transportes públicos e do fornecimento básico de água, são diretamente afetados por essa instabilidade constante.
O governo local está sob pressão intensa devido à falta contínua de combustível fóssil para manter a infraestrutura funcionando plenamente. A situação é agravada pelo bloqueio econômico que dificulta o acesso ao comércio internacional da região.
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Diplomacia Internacional no foco das sanções americanas
Em paralelo aos problemas energéticos internos, Cuba se prepara para uma importante intervenção na diplomacia mundial. O ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, confirmou sua viagem até Nova York com destino especial: participarão desta terça – feira (7) em sessão dedicada dentro da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU.
Rodríguez levará como tema central a denúncia do bloco estadunidense de atividades contra os direitos humanos e o comércio internacional dos países membros.
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Acusações mútuas sobre combustíveis. O chanceler denunciou abertamente as tentativas que Washington teria feito por meio de boicotes para impedir qualquer pronunciamento na ONU. Segundo ele, “o governo dos EUA tenta impedir que a Assembleia Geral da ONU se pronuncie”, exercendo forte pressão política visando “coagir a vontade soberana dos Estados – membros”.
As tensões escalaram quando Marco Rubio negou publicamente acusações americanas; segundo suas declarações, supostamente não há problemas porque Venezuela decidiu cortar o fornecimento gratuito do petróleo que Cuba costumava revender.
Em resposta direta à fala americana, Rodríguez acusou secretário estadunidense simplesmente de optar por mentir e encobrir os impactos das sanções na economia cubana. Ele detalhou ainda como esse cerco sufoca as atividades nacionais ao intimidar todos os possíveis fornecedores estrangeiros de combustíveis em violação às normas globais de livre comércio.
Reformas internas contra a pressão externa
O governo também utilizou este momento para impulsionar reformas profundas no país após mais de 60 anos sem grandes mudanças estruturais do sistema político – econômico da ilha. O Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, juntamente com a Assembleia Nacional, aprovaram recentemente um pacote composto por incríveis 176 medidas. Este conjunto inclui o estímulo ao investimento feito pelos cubanos que vivem fora e permite maior autonomia em empresas e bancos privados na descentralização municipal.
Ao justificar essas alterações consideradas como “desatamento das forças produtivas”, Miguel Díaz – Canel declarou publicamente: “não há soberania com o prato vazio”.
A busca pela energia renovável
Diante do severo bloqueio de combustíveis fósseis imposto externamente, a transição para fontes energéticas alternativas tornou – se uma ferramenta crucial da resistência nacional. Essa mudança conta hoje com apoio financeiro vindo diretamente da China.
Pequim financia atualmente um total de 92 parques solares em território cubano e estabeleceu metas ambiciosas.
O objetivo é suprir cerca de metade da demanda diária por eletricidade na ilha até 2028 ano, diminuindo significativamente o grau de vulnerabilidade que Cuba enfrenta diante das ameaças externas impostas pelo cerco econômico contínuo do país.”
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



