Cepea reporta preço do leite a R 2,6617 por litro em maio, com queda de 0,45% em relação a abril

A leve queda no preço do leite em maio reflete a competição acirrada entre laticínios e a recuperação da produção no Sul, apesar da demanda fraca.

03/07/2026 18:27

3 min

Mercado do leite A2 tem se tornado cada vez mais popular
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O preço do leite pago ao produtor se manteve praticamente inalterado em maio, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea Esalq – USP). A chamada “Média Brasil” encerrou o mês com valor de R 2,6617 por litro, registrando uma leve queda de 0,45% em comparação a abril.

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Em relação a maio de 2025, a redução foi de 3,8%, levando em conta os valores ajustados pela inflação.

A variação nos preços, no entanto, apresentou diferenças significativas entre as regiões produtoras. Enquanto as áreas do Sudeste e Centro – Oeste viram novos aumentos, o Sul experimentou uma diminuição nas cotações. Segundo o Cepea, a oferta continua mais restrita no Sudeste e Centro – Oeste devido à sazonalidade da produção e à diminuição dos investimentos por parte de muitos pecuaristas após as margens apertadas observadas em 2025.

Essa situação intensifica a concorrência entre os laticínios na busca por matéria – prima.

Condições climáticas e captação

No Sul, as condições climáticas favoráveis e a boa qualidade das pastagens de inverno contribuíram para uma recuperação mais rápida da produção, aumentando a oferta de leite e pressionando os preços pagos aos produtores. Apesar da estabilidade nos valores, a captação nacional permanece abaixo dos níveis do ano passado.

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O Índice de Captação de Leite (ICAP – L) subiu apenas 0,07% entre abril e maio, mas acumula uma retração significativa de 13,7% em 2026.

Uma novidade positiva é que os custos operacionais da atividade leiteira começaram a recuar. Em maio, o Custo Operacional Efetivo (COE) apresentou uma queda de 1,39% na média nacional. Contudo, mesmo com essa baixa, os custos ainda acumulam um aumento de 1,8% no ano devido principalmente às despesas com alimentação do rebanho e sanidade animal.

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Demanda e importações

No mercado de derivados lácteos, a demanda fraca impactou especialmente o leite longa vida. Os preços caíram 7,56% em maio comparado ao mês anterior. Por outro lado, as cotações da muçarela e do leite em pó permaneceram praticamente estáveis com pequenas altas de 0,12% e 0,13%, respectivamente.

O Cepea aponta que essa tendência de queda nos preços dos derivados continuou na primeira quinzena de junho devido à lentidão do mercado e dificuldades para repasse aos consumidores.

Em termos de comércio exterior, o Brasil importou 226,2 milhões de litros equivalentes de leite (EqL) em maio. Esse volume representa um aumento de 3,58% em relação a abril e um crescimento significativo de 28% quando comparado ao mesmo mês do ano passado.

As exportações também mostraram um crescimento mensal expressivo de 45,3%, totalizando 5,81 milhões de litros equivalentes. Contudo, esse volume ainda ficou 21,4% abaixo do que foi registrado em maio de 2025.

De acordo com o Cepea, o mercado leiteiro continua enfrentando desafios com uma oferta restrita nas principais bacias produtoras. Além disso, a demanda enfraquecida por derivados e o aumento das importações estão limitando uma recuperação mais robusta dos preços pagos ao produtor.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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