Polícia Federal desmantela operação financeira com R 10 bilhões

Polícia Federal desarticula operação financeira milionária ligada ao PCC com R 10 bilhões apreendidos em investigação.

03/07/2026 11:58

3 min

Polícia Federal
Polícia Federal

Em uma grande operação para desmantelar esquemas financeiros ilícitos no Brasil, a Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta – feira ( a Operação Exchange. A ação visa combater o crime organizado e lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas em um esquema que teria ligações com recursos atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC.

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Entre os alvos estão Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira — presa durante as diligências —, e Victor Henrique de Oliveira Shimada, considerado foragido. Ambos são investigados por suposta participação nesse tipo de movimentações financeiras complexas.

Problemas detectados: Texto truncado no final

Operacional: Mandamentos judiciais cobrem várias cidades

Mais de 50 policiais federais foram mobilizados para cumprir uma série de mandatos na capital paulista e regiões vizinhas como Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. A Justiça expediu um total de onze mandados de prisão temporária além dos treze pedidos de busca e apreensão contra os envolvidos no esquema criminoso.

A investigação não se limitou apenas a prisões; foi determinado também o sequestro imediato de bens, valores financeiros e criptoativos pertencentes aos investigados até atingirem montante estimado em R 10,bilhões.

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Segundo dados da PF colhidos durante as apurações preliminares, há movimentações financeiras superiores ao valor mencionado na operação. Os investigadores apontam que era utilizado por esses grupos um sistema estruturado para mover recursos através diversas vias: desde transferências ilícitas envolvendo diferentes tipos de criptoativos, passando pelo transporte físico de dinheiro vivo (em espécie), operações bancárias muito altas ou repasses entre pessoas físicas e jurídicas envolvidas nas atividades criminosas.

Sanções dos EUA acusam esquema ligado a tráfico internacional

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Na quarta – feira (1º) passada, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira foi incluída na lista sancionatória do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac). O mesmo ocorreu com Victor Henrique de Oliveira Shimada e sua empresa Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobrança e Tecnologia Ltda., que pertence ao empresário foragido.

O governo estadunidense utilizou o Ofac para incluir os nomes no sistema por suposta participação em lavagem de dinheiro ligada à estrutura criminosa liderada por Shimada a partir de São Paulo.

As autoridades americanas afirmam ainda que esse grupo atuava também junto a redes estabelecidas na Flórida nos Estados Unidos da América. De acordo com informações do Departamento do Tesouro dos EUA, foram movimentados mais de US 30 milhões provenientes diretamente do tráfico internacional de drogas, sendo as criptomoedas usadas especificamente para transferir valores cuja origem era ilícita e clandestina.

A mesma fonte apontou Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira como colaboradora próxima e parente dentro dessa rede investigativa em questão.

Vaide Bet: Shimada é réu por suspeitas no patrocínio ao Corinthians. Além das acusações da Operação Exchange pela Polícia Federal, Victor Henrique de Oliveira Shimada também figura na posição de réu num processo que apura fortes indícios de lavagem de dinheiro relacionados a um contrato específico entre o clube Corinthians e a casa de apostas Vaide Bet.

O Ministério Público de São Paulo apresentou uma denúncia aceita judicialmente.

Segundo ela, foi constatado intenso movimento financeiro envolvendo Victory Trading — empresa cuja sociedade pertence unicamente a ele —, com Wave Intermediações e Tecnologias Ltda., sendo esta última apontada pelos investigadores como veículo para movimentar recursos provenientes do suposto esquema criminoso em questão.

Os autos da investigação sustentam teoricamente que Shimada teria agido na função de operador financeiro dentro de uma companhia utilizada justamente para ocultar ou dissimular o verdadeiro destino dos valores recebidos por essa estrutura financeira complexa.

Os apuramentos também indicaram transferências feitas pela própria Victory Trading à UJ Football Talent, entidade citada numa delação premiada ligada diretamente ao PCC.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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