Evelyne dos Santos Gonçalves é indiciada por homicídio qualificado após morte de Maria Eduarda

O indiciamento de Evelyne dos Santos Gonçalves levanta questões sobre a segurança em atividades de aventura e a responsabilidade das empresas envolvidas.

03/07/2026 13:36

3 min

Maria Eduarda Rodrigues morreu após ser jogada de ponte sem corda ao praticar rope jump
Maria Eduarda Rodrigues morreu após ser jogada de ponte sem cord...

Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos, foi indiciada por homicídio qualificado e fraude processual em relação à morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump em Limeira, São Paulo. O acidente ocorreu no dia 13 de junho, quando Maria Eduarda caiu de uma altura aproximada de 40 metros, sem estar devidamente presa aos equipamentos de segurança.

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De acordo com informações da CNN Brasil, Evelyne teria instruído um funcionário a “sumir com a câmera” que registrava o momento do acidente.

Responsável pela coordenação da atividade, Evelyne atuava na logística e divulgação comercial da empresa. No dia do incidente, ela permaneceu na parte superior da ponte e não participou diretamente do salto. Em depoimento à polícia, afirmou ter ouvido gritos e um barulho incomum logo após a queda, encontrando os instrutores em estado de choque.

Ela ainda disse que orientou os colegas com capacidade técnica a iniciar o atendimento à vítima imediatamente.

Desaparecimento da câmera e fuga dos funcionários

A perícia constatou que a câmera que deveria registrar o momento do salto desapareceu. Para o juiz responsável pelo caso, esse fato pode indicar uma tentativa de obstrução das investigações. Além disso, os autos indicam que três funcionários da empresa fugiram em direção a uma área de vegetação próxima assim que um dos policiais se afastou para prestar apoio ao resgate.

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O juiz ressaltou que essa atitude demonstra risco de obstrução das investigações.

Outro ponto analisado pela Justiça foi o fato de os investigados exercerem atividades habituais relacionadas ao esporte radical. Isso poderia representar um risco para novas ocorrências se permanecessem em liberdade após o acidente.

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Irregularidades da empresa Entre Cordas

A empresa Entre Cordas, encarregada das atividades de rope jump na Ponte do Esqueleto, não tinha autorização para realizar essa prática esportiva na região. A informação foi confirmada pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU) dois dias após o acidente.

A SPU, ligada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), esclareceu que a ponte pertence à antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e não poderia ser utilizada por nenhuma empresa para atividades esportivas.

Defesas dos acusados

A defesa de Vitor de Freitas Gonçalves informou que foi constituída para atuar no caso relacionado aos eventos do dia 13 de junho. Os advogados Jader Gilberto Martins dos Santos e Olga Thaynan Pereira Popoviche destacaram seu respeito à memória da vítima e expressaram solidariedade aos familiares.

Eles afirmaram ainda não ter acesso integral aos autos do inquérito policial até o momento.

A defesa enfatizou que as investigações ainda estão em andamento e não houve conclusão nem denúncia formal pelo Ministério Público até agora. Eles ressaltaram seu compromisso com o devido processo legal e a presunção de inocência.

Por outro lado, a defesa de João da Silva declarou que ele “não participou ativamente do arremesso” e prestou socorro à vítima após o acidente. O advogado Vitor Aurélio argumentou que a prisão dele é ilegal, já que ele estava sob a ponte e sua função começava apenas após o salto.

Os advogados afirmaram que João confirmou a presença da câmera corporal durante o acidente e essa evidência será crucial para demonstrar sua atuação no socorro à jovem.

A CNN Brasil continua tentando contato com as defesas dos outros envolvidos no caso para obter mais informações sobre suas posições. O espaço permanece aberto para novos posicionamentos.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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