Casagrande vê Alckmin apto para a Fazenda, mas alerta para o efeito sobre a relação com Lula

Alckmin terá de avaliar, com Lula, se as decisões econômicas difíceis da Fazenda podem afetar a relação entre presidente e vice, segundo Casagrande.

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Renato Casagrande em entrevista à CNN Brasil | Foto: Reprodução/CNN Brasil

O senador eleito Renato Casagrande (PSB-ES) afirmou, em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (4), que Geraldo Alckmin (PSB) tem competência para comandar o Ministério da Fazenda no próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ele, uma eventual escolha também precisa considerar o impacto político do cargo e a relação entre o presidente e o vice.

Casagrande disse que Alckmin construiu uma relação de confiança com Lula durante o atual mandato. O PSB, segundo o senador eleito, apoiará a função que o vice-presidente assumir no novo governo.

Casagrande vê desafio na condução da economia

Apesar de considerar Alckmin apto para a Fazenda, Casagrande afirmou que o próximo mandato exigirá decisões difíceis na economia. Na avaliação dele, Lula precisará buscar resultados com mais eficiência nas áreas fiscal e econômica.

“Ele pode ocupar qualquer função no próximo governo do presidente Lula, inclusive o Ministério da Fazenda”, declarou. Casagrande ponderou que a escolha deve levar em conta os efeitos do cargo sobre a relação entre os dois: “O que ele tem que avaliar e o presidente tem que avaliar é se isso é bom para a relação entre eles.”

O senador eleito também afirmou que o ministro terá de adotar medidas duras. “O ministro da Fazenda terá que tomar medidas muito duras, e tem que observar se o vice-presidente poderá exercer esse papel ou não. Competência para fazer isso ele tem, é uma avaliação que ele e o presidente têm de fazer”, disse.

Proposta foi debatida durante o segundo turno

A possibilidade de Alckmin assumir o Ministério da Fazenda foi discutida durante o segundo turno. Conforme mostrou a CNN Brasil, a proposta previa que ele acumulasse a pasta com a vice-presidência, como já fez com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A ideia teve apoio no PSB, mas enfrentou resistências dentro do PT. Casagrande afirmou que o partido dará aval à função escolhida para o vice-presidente no novo mandato: “Terá todo o aval do PSB na função que ele for exercer nesse próximo governo.”

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