Caminhoneiros adiam decisão sobre greve nacional após alta do diesel

Categoria volta a se reunir em 26 de março para decidir sobre paralisação; antes, encontra o ministro Guilherme Boulos.

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Brasília, (DF), 25/11/2025 – Ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, participa do programa Bom dia, Ministro, na Empresa Brasil de Comunicação (EBC) | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Em uma reunião realizada na noite de quinta-feira (19), os líderes do movimento dos caminhoneiros decidiram adiar a convocação de uma greve nacional em resposta ao aumento significativo no preço do litro de diesel. A decisão foi tomada após uma avaliação cuidadosa da situação e a promessa de uma nova reunião na próxima semana, agendada para o dia 26, para que se possa determinar se haverá ou não uma paralisação em todo o país.

Impacto da Guerra no Oriente Médio

O aumento acentuado, superior a 20% nas últimas três semanas, no preço do diesel está diretamente ligado aos conflitos no Oriente Médio, que elevaram o valor do barril de petróleo, combustível essencial para a operação dos caminhões. A instabilidade global tem gerado reflexos no mercado brasileiro, impactando diretamente os custos do transporte de mercadorias.

Reunião com o Ministro Boulos

Antes disso, a liderança da categoria se reunirá com Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. A reunião visa discutir as medidas a serem tomadas para mitigar os efeitos do aumento do preço do combustível e buscar um acordo que evite uma paralisação dos caminhões.

Medidas do Governo e MP 1.343/2026

O governo federal, por meio da Medida Provisória 1.343/2026, intensificou a fiscalização do cumprimento do piso mínimo do frete. Essa medida, juntamente com as negociações contínuas, tem contribuído para o avanço das conversas com a categoria, que demonstra confiança nas ações do governo.

Alegações sobre Especulação e Ações dos Distribuidores

Guilherme Boulos argumenta que o aumento do preço do diesel é resultado de especulação por parte de distribuidores e postos de gasolina. Segundo ele, o reajuste da Petrobras foi compensado pelo corte de PIS e Cofins, num efeito de “zero a zero”, e a alta nas bombas vem das distribuidoras, como Ipiranga e Raízen.

Negociações com os Governadores e ICMS

O governo federal também está em diálogo com os governadores de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais para que eles reconsiderem a cobrança do ICMS sobre o diesel. A expectativa é que, com a união de esforços, seja possível reduzir os custos para os caminhoneiros e estabilizar o mercado.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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