Renan Filho diz que greve não vale a pena e defende punição a empresas que descumprem o piso do frete

Ministro Renan Filho diz que “não vale a pena para o caminhoneiro fazer greve” e defende sanções a empresas reincidentes.

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Foto: Reprodução
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Ministro diz que greve de caminhoneiros não tem sustentação

O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), afirmou que “não vale a pena para o caminhoneiro fazer greve” no momento atual. Ele argumentou que não há um movimento espontâneo em favor da paralisação, mas sim um grupo com interesses diversos e com forte influência política.

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A declaração veio após grupos de caminhoneiros de diferentes regiões do Brasil decidirem, em reunião nesta quinta-feira (19), adiar a paralisação que vinham cogitando em todo o país, com nova reunião agendada para a próxima semana.

Nova medida do governo busca reduzir a tensão

Renan Filho, em entrevista publicada nesta sexta-feira (20), afirmou que as medidas anunciadas na quinta-feira (19) “distensionaram muito” a relação com os caminhoneiros. Ele destacou que o preço do petróleo, em um cenário de instabilidade global, é um fator agravante, impactando o Brasil. “Acho que não vale a pena para o caminhoneiro fazer greve”, declarou, ressaltando a necessidade de considerar o contexto internacional.

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Foco no piso mínimo e multas

Renan esclareceu que o governo não está se concentrando no preço médio do frete. Ele explicou que o piso mínimo é um valor individual por quilômetro rodado, e que a intenção não é permitir que as empresas paguem valores abaixo desse mínimo.

Ele enfatizou que muitas vezes são as grandes corporações que não cumprem o piso mínimo, buscando reduzir seus custos. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) tem o poder de aplicar multas, mas essa medida, até então, não estava surtindo efeito.

Sanções para empresas reincidentes

Em caso de reincidência e prática recorrente de não cumprimento do piso mínimo, a empresa pode ter seu registro para transportar cassado, com responsabilização dos próprios sócios. A ANTT determinará as consequências para as empresas reincidentes.

A medida provisória busca proporcionalidade, começando com medidas de menor impacto e avaliando a reincidência da empresa.

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Ações do governo em relação ao diesel

Renan Filho também comentou as medidas anunciadas pelo presidente Lula (PT) em 12 de março para mitigar o impacto da alta do diesel no Brasil. O governo anunciou a redução de impostos e a criação de subsídio ao combustível, com um investimento de R$ 30 bilhões nas contas públicas até 31 de dezembro de 2026.

Essa medida foi tomada em resposta à alta do preço do petróleo no mercado internacional, associada a tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

O diesel é considerado estratégico para a economia brasileira, influenciando o custo do transporte de cargas e, consequentemente, o preço de alimentos e outros produtos. O decreto reforça a fiscalização do mercado de combustíveis, com a ANP ganhando poderes para punir distribuidoras que retiverem estoques sem justificativa ou elevarem preços de forma abusiva.

Para o ministro, as ações não têm caráter populista. “O diesel é um custo representativo para a economia inteira e inflacionário. O governo tem duas alternativas: ou age e tem um custo fiscal, ou deixa o aumento do petróleo impactar no custo de tudo e reduzir o poder de compra das pessoas”, afirmou. “Se o governo retirou o tributo, obrigatoriamente o mercado tem que repassar a redução do tributo.

Senão, ele privatiza o tributo. A única coisa que ele não pode fazer é querer ficar com um tributo que era público e agora virar margem de lucro. Aí é a mesma coisa do frete: o cara não paga a tabela, e o preço abaixo vira margem para ele. Com relação à questão fiscal, faz sentido discutir”, concluiu.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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