Café sobe 4% em Nova York pelo terceiro pregão seguido com alta do real

O café subiu pelo terceiro dia seguido na bolsa de Nova York nesta terça – feira (6). O contrato futuro com vencimento em dezembro avançou 4,07% e fechou cotado a US 3,04 por libra – peso. O movimento foi puxado pela valorização do real brasileiro e pela expectativa de que as exportações do país diminuam.
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De acordo com o Barchart, a moeda brasileira atingiu a maior cotação em cerca de quatro meses frente ao dólar. Isso reduz a atratividade das vendas externas para os produtores, já que a conversão da receita em moeda estrangeira para o real fica menos vantajosa.
Como o Brasil é um dos maiores fornecedores mundiais de café, essa mudança cambial mexe diretamente com os preços internacionais.
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Posição dos fundos e impacto no mercado
O mercado também monitora de perto o posicionamento dos fundos de commodities. O volume elevado de posições vendidas abre espaço para novas altas, caso os investidores decidam recomprar contratos para encerrar essas apostas na queda. Esse movimento é conhecido como cobertura de posições vendidas e pode dar ainda mais força à valorização do café.
Enquanto isso, o cacau fechou em queda na mesma sessão. O contrato com vencimento em dezembro recuou 2,88% e foi negociado a US 5.700 por tonelada. Segundo a Barchart, os estoques certificados da ICE subiram para 3.538.981 sacas, o maior volume em dois anos e três meses.
O aumento dos estoques reforçou a percepção de maior disponibilidade do produto e pressionou as cotações para baixo.
Dificuldades na demanda e oferta de cacau
A demanda também pesou. A processadora de cacau Cargill informou prejuízos de marcação a mercado no trimestre encerrado em 31 de agosto, sinal de que a empresa pode estar com dificuldades para repassar aos clientes os custos mais altos da matéria – prima.
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Na sessão anterior, os preços haviam subido ao maior nível em duas semanas por preocupações com a oferta. Na Costa do Marfim, principal produtor mundial, chuvas excessivas bloquearam estradas e danificaram pontes, atrasando o transporte do cacau até os portos.
Já o açúcar fechou em leve alta. O contrato futuro com vencimento em março subiu 0,43% e encerrou a sessão a 20,82 centavos de dólar por libra – peso. As chuvas persistentes no Centro – Sul do Brasil continuam atrapalhando a colheita e a moagem de cana – de – açúcar.
Com os trabalhos no campo atrasados e a moagem interrompida em algumas usinas, a oferta de açúcar no curto prazo fica mais restrita, sustentando os preços internacionais.
O algodão também subiu na bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em dezembro avançou 0,43% e fechou a 81,21 centavos de dólar por libra – peso. Segundo a Barchart, os Estados Unidos exportaram 917.974 fardos de algodão em agosto, alta de 42,84% em relação ao mesmo mês do ano passado e o maior volume em três anos.
Na comparação com julho, porém, as exportações caíram 20,91%. No campo, 74% da área de algodão norte – americana já havia atingido a abertura dos capulhos até o último domingo, e a colheita alcançou 23% da área, dois pontos percentuais acima da média para o período.
Por fim, o suco de laranja fechou em alta. O contrato para novembro subiu 4,12% e foi precificado em US 1,50 por libra – peso.
Autor(a):
Lucas Almeida
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.



