CAE do Senado convoca Galípolo para explicar a atuação do BC no caso Banco Master

A audiência deve tratar da supervisão do Banco Master na gestão de Roberto Campos Neto; o caso ganhou força após áudio de Flávio Bolsonaro com Vorcaro.

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Foto: Reprodução
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Investigação da CAE sobre o Banco Master se aprofunda

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado marcou uma audiência pública com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, para debater a atuação do órgão na gestão de Roberto Campos Neto, ex-presidente do BC indicado por Jair Bolsonaro.

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A reunião visa esclarecer as operações financeiras envolvendo o Banco Master, um período marcado por sinais de fragilidade financeira da instituição.

Segundo informações divulgadas por auxiliares de Galípolo ao Brasil de Fato, a expectativa é que o presidente do Banco Central não ofereça proteção a Campos Neto, especialmente em relação às controvérsias que surgiram durante sua gestão. A convocação se dá em um contexto de crescente pressão política no Senado para entender a condução das operações do Banco Master e o papel dos órgãos de fiscalização.

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O debate ganhou força após o vazamento de um áudio envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, um ex-banqueiro atualmente preso na Polícia Federal em Brasília. O áudio reacendeu o escândalo envolvendo as negociações entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, que resultaram em um acordo de R$ 134 milhões para financiar o filme “Dark Horse”, uma produção que retrata a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A Polícia Federal (PF) está investigando se parte desse valor foi desviada para custear a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde reside desde fevereiro de 2025. Daniel Vorcaro foi preso em novembro de 2025 após tentar deixar o país.

O caso aumentou a cobrança por transparência sobre o acompanhamento do Banco Central em relação às operações do Banco Master e às negociações envolvendo o Banco de Brasília (BRB).

A pressão por esclarecimentos se estende a parlamentares da oposição e membros da base governista, que defendem uma análise mais aprofundada da atuação do Banco Central e da necessidade de maior controle sobre as movimentações financeiras da instituição.

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Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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