Cacau dispara 5,37% em NY após Gana elevar preço a produtores e alerta climático

Os contratos futuros do cacau dispararam na bolsa de Nova York nesta sexta – feira (02). O papel com vencimento em dezembro fechou em alta de 5,37%, negociado a US 5.670 por tonelada, o maior nível em duas semanas.
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O salto veio depois que Gana anunciou um reajuste no valor pago aos produtores para a safra 2026/27. O país elevou o preço para US 3.647 por tonelada, um aumento de 2,4% em relação ao último reajuste, feito em fevereiro. A nova safra começou na última sexta – feira.
Impacto na África e risco de contrabando
O movimento de Gana pode bagunçar o mercado na África Ocidental. De acordo com a Barchart, a diferença de preços entre os países vizinhos pode levar produtores da Costa do Marfim a desviar parte da produção para Gana, até mesmo por contrabando, em busca de uma remuneração melhor.
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Esse desvio de oferta tenderia a reduzir os estoques no mercado internacional, o que dá suporte às cotações. O mercado também monitora o clima na região. O Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos alertou que o fenômeno El Niño, detectado no Pacífico equatorial no mês passado, deve estar entre os mais fortes em mais de 75 anos.
Açúcar dispara com temor de chuvas no Brasil
O açúcar também teve um dia de forte alta em Nova York. O contrato futuro para março subiu 5,23% e fechou a 19,93 centavos de dólar por libra – peso, a maior cotação em um ano e meio. Em Londres, o papel atingiu o maior nível em duas semanas e meia.
O motivo foi a previsão de chuvas para a região Centro – Sul do Brasil na próxima semana. Investidores temem que o tempo úmido interrompa a moagem de cana pelas usinas, já que a região concentra a maior parte da produção brasileira. A perspectiva levou fundos a ampliar as compras de contratos futuros na sexta – feira, segundo a Barchart.
Café e algodão: movimentos opostos
O café teve alta mais modesta. O contrato com vencimento em dezembro subiu 0,17%, para US 2,88 por libra – peso. O robusta atingiu a maior cotação em cinco semanas, impulsionado pela desvalorização do dólar, que estimulou a cobertura de posições vendidas.
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O relatório semanal COT, divulgado na sexta – feira, mostrou que os fundos ampliaram em 2.658 contratos as posições vendidas em café robusta na semana até 29 de setembro. A posição líquida vendida chegou a 3.959 contratos, o maior nível em 13 meses.
Esse volume elevado pode abrir espaço para novas recompras, o que sustentaria os preços. No Brasil, o mercado segue de olho na seca, que pode prejudicar a safra 2026/27, que está em floração.
Já o algodão avançou 1,44% no vencimento para dezembro, a 78,88 centavos de dólar por libra – peso. O relatório de vendas para exportação do USDA mostrou compromissos de 4,937 milhões de fardos, volume 17% maior que no mesmo período do ano passado.
Apesar disso, o total representa 43% da projeção do USDA para a temporada, abaixo da média de 51% para o período. O índice Cotlook A recuou 30 pontos na quinta – feira, para 89,15 centavos. Os estoques certificados pela ICE ficaram estáveis em 1º de outubro, em 28.017 fardos.
Suco de laranha fecha em baixa
O suco de laranja foi na contramão. O contrato com vencimento em novembro caiu 4,59% e encerrou o dia a US 1,35 por libra – peso na bolsa de Nova York.
Autor(a):
Bianca Lemos
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.



