Breno Altman avalia mobilização religiosa e política em Teerã

Para o fundador do Opera Mundi, os cortejos em homenagem a Khamenei foram também uma demonstração política diante de ataques estrangeiros.

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Funeral do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morto em ataque dos Estados Unidos e de Israel em fevereiro deste ano | Foto: Reprodução
Funeral do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morto em ataque d...
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Os cortejos em homenagem ao líder supremo aiatolá Ali Khamenei percorreram as ruas de Teerã no último fim de semana e devem durar sete dias.

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O evento, que começou no sábado, reuniu uma multidão em manifestações religiosas, mas também serviu de palco para protestos contra o governo dos Estados Unidos, de Donald Trump, e contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

A importância geopolítica da mobilização

Para o jornalista Breno Altman, fundador do portal Opera Mundi, os rituais fúnebres foram também um grande encontro político. Ele avaliou a situação em conversa com o Conexão BdF, programa da Rádio Brasil de Fato. “Foi devoção religiosa […], mas foi mais que isso: é uma reunião política em defesa dessa população diante de ataques estrangeiros”, afirmou.

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Segundo ele, mais de 1 milhão de pessoas foram às ruas de Teerã.

Cortejos pelo Oriente Médio

Altman ressaltou que as homenagens não se restringem a Teerã: os cortejos seguirão por outras cidades do Irã e terão como destino final uma região xiita do Iraque.

“Foi um evento para além da despedida”, avaliou. Para ele, a mobilização confirma o posicionamento geopolítico de Teerã no Oriente Médio.

Narrativa popular versus propaganda externa

O jornalista apontou outro aspecto: segundo ele, a presença massiva da população contradiz a narrativa difundida pelos Estados Unidos e por Israel de que o governo iraniano não teria apoio interno.

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“Semanas antes desses ataques, era comum ouvir no Ocidente relatos de que toda a população estava nas ruas contra as autoridades”, disse Altman. “Eu posso garantir: depois que começou esse conflito, é evidente um sentimento de defesa nacional; defende-se tanto o país quanto o regime islâmico.”

Ele também relatou uma mudança entre os moradores de Teerã: segundo Altman, pessoas antes descontentes com aspectos das leis iranianas passaram a apoiar as ações do governo depois do início da guerra.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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