Brasil será o primeiro país a discursar na Assembleia Geral da ONU em 2026

Lula discursa na abertura do debate geral da 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU em 2026.

Assembleia Geral das Nações Unidas, na sede da ONU em Nova York

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai comandar a delegação brasileira na 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Como manda a tradição, o Brasil será o primeiro país a discursar no encontro anual, que reúne líderes de 193 países para debater os principais desafios do planeta.

A informação foi confirmada pelo Itamaraty.

A abertura dos trabalhos está marcada para acontecer na sede das Nações Unidas, e a fala de Lula deve ocorrer logo no início do debate geral. O Brasil ocupa esse posto de honra desde meados do século passado, e a prática se consolidou como um dos rituais mais conhecidos da diplomacia internacional.

Por que o Brasil fala primeiro?

A origem da tradição remonta aos primeiros anos da ONU, criada em 1945, após a Segunda Guerra Mundial. Na época, a organização tinha 51 integrantes — hoje são 193. De acordo com o site oficial da ONU, o Brasil se voluntariava para ser o primeiro a discursar quando outros países mostravam relutância em ocupar esse lugar.

Com o tempo, a iniciativa virou costume.

Os Estados Unidos, como anfitriões da sede em Nova York, geralmente falam em segundo lugar. Esse arranjo se mantém desde a 10ª sessão, em 1955, com algumas exceções. Nas 38ª (1983) e 39ª (1984) sessões, por exemplo, os americanos discursaram primeiro, e o Brasil ficou em segundo.

Já na 71ª sessão, em 20 de setembro de 2016, o Chade ocupou a segunda vaga por causa do atraso na chegada do presidente dos EUA. Situação parecida ocorreu na 73ª sessão, em 25 de setembro de 2018, quando o Equador falou em segundo lugar pelo mesmo motivo.

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Como funciona a ordem dos discursos

Para os demais 190 Estados – membros, a sequência de falas é definida por critérios como nível de representação, preferência e equilíbrio geográfico. Dois Estados observadores não – membros — a Santa Sé e o Estado da Palestina — também têm direito a discursar, assim como um membro observador, a União Europeia.

O espaço deles na lista é determinado pelo nível de representação de cada um.

A organização ainda recomenda que os líderes respeitem o limite voluntário de 15 minutos por declaração. A ordem dos discursos no debate geral, vale destacar, é diferente da que se aplica a outros debates da Assembleia Geral. As informações são da agência Reuters.