Brasil será o primeiro país a discursar na Assembleia Geral da ONU em 2026

Lula discursa na abertura do debate geral da 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU em 2026.

21/09/2026 07:11

2 min

Assembleia Geral das Nações Unidas, na sede da ONU em Nova York
Assembleia Geral das Nações Unidas, na sede da ONU em Nova York

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai comandar a delegação brasileira na 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Como manda a tradição, o Brasil será o primeiro país a discursar no encontro anual, que reúne líderes de 193 países para debater os principais desafios do planeta.

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A informação foi confirmada pelo Itamaraty.

A abertura dos trabalhos está marcada para acontecer na sede das Nações Unidas, e a fala de Lula deve ocorrer logo no início do debate geral. O Brasil ocupa esse posto de honra desde meados do século passado, e a prática se consolidou como um dos rituais mais conhecidos da diplomacia internacional.

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Por que o Brasil fala primeiro?

A origem da tradição remonta aos primeiros anos da ONU, criada em 1945, após a Segunda Guerra Mundial. Na época, a organização tinha 51 integrantes — hoje são 193. De acordo com o site oficial da ONU, o Brasil se voluntariava para ser o primeiro a discursar quando outros países mostravam relutância em ocupar esse lugar.

Com o tempo, a iniciativa virou costume.

Os Estados Unidos, como anfitriões da sede em Nova York, geralmente falam em segundo lugar. Esse arranjo se mantém desde a 10ª sessão, em 1955, com algumas exceções. Nas 38ª (1983) e 39ª (1984) sessões, por exemplo, os americanos discursaram primeiro, e o Brasil ficou em segundo.

Já na 71ª sessão, em 20 de setembro de 2016, o Chade ocupou a segunda vaga por causa do atraso na chegada do presidente dos EUA. Situação parecida ocorreu na 73ª sessão, em 25 de setembro de 2018, quando o Equador falou em segundo lugar pelo mesmo motivo.

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Como funciona a ordem dos discursos

Para os demais 190 Estados – membros, a sequência de falas é definida por critérios como nível de representação, preferência e equilíbrio geográfico. Dois Estados observadores não – membros — a Santa Sé e o Estado da Palestina — também têm direito a discursar, assim como um membro observador, a União Europeia.

O espaço deles na lista é determinado pelo nível de representação de cada um.

A organização ainda recomenda que os líderes respeitem o limite voluntário de 15 minutos por declaração. A ordem dos discursos no debate geral, vale destacar, é diferente da que se aplica a outros debates da Assembleia Geral. As informações são da agência Reuters.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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