Brasil garante 25 mil doses contra mpox: quem tem prioridade para receber a vacina?

Pessoas com HIV e baixa contagem de células de defesa estão entre as prioridades; profissionais de laboratório e contatos de risco também podem ser vacinados.

3 min

Ministério da Saúde garante 25 mil vacinas contra o vírus da mpox | Foto: Reprodução/CNN Brasil
Ministério da Saúde garante 25 mil vacinas contra o vírus da mpo...
▼

O Brasil garantiu a compra de 25 mil doses da vacina contra a mpox, que devem chegar ao país nas próximas três semanas. O lote reforçará o estoque estratégico do Ministério da Saúde.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A quantidade supera em 5 mil doses a oferta inicial, de 20 mil. Até agora, 3.650 doses foram distribuídas a nove estados e ao Distrito Federal, segundo o Ministério da Saúde.

Vacinação prioriza grupos com maior risco

A vacina não é destinada à população em geral. Pelo SUS (Sistema Único de Saúde), a prioridade são pessoas com maior risco de desenvolver complicações, especialmente quem vive com HIV/aids e tem baixa contagem de células de defesa, com CD4 inferior a 100 células/mm³.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Conforme a disponibilidade, também podem ser imunizadas pessoas com HIV e CD4 inferior a 200 células/mm³, usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) e profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus.

Pessoas que tiveram contato de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados podem receber a vacina após avaliação da vigilância em saúde. O esquema prevê duas aplicações, com intervalo de 28 dias.

A compra foi negociada com o laboratório dinamarquês fabricante da vacina por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Contato próximo é a principal forma de transmissão

A mpox é uma doença infecciosa provocada por um vírus do gênero Orthopoxvirus, da mesma família do agente que causava a antiga varíola humana. A transmissão ocorre sobretudo pelo contato próximo com pessoas infectadas, em especial com lesões na pele e secreções corporais.

Leia também

O contágio também pode ocorrer por objetos e materiais contaminados, entre eles roupas, toalhas e lençóis. Os sintomas mais comuns são erupções e lesões na pele, febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e aumento dos gânglios linfáticos, chamado de ínguas.

Brasil teve 832 casos confirmados em 2026

O primeiro caso de mpox no Brasil foi registrado em 2022, ano em que o país enfrentou um surto. Desde então, são mantidas ações de diagnóstico, assistência e monitoramento.

Em 2026, os casos se concentram principalmente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Ceará, além do Distrito Federal. Até 6 de novembro, o país confirmou 832 casos e uma morte.

Na comparação com 2022, quando houve aproximadamente 10,5 mil casos e 14 mortes, os registros de 2026 representam redução de 92,1% nos casos e de 92,9% nos óbitos. As internações caíram 78,7%: foram 54 neste ano, contra 254 em 2022.

Em relação a 2025, que teve cerca de mil casos, duas mortes e 58 internações, as notificações recuaram 16,8% e as hospitalizações, 6,9%.

A Redação Brasil reúne a cobertura do Clique Fatos sobre o noticiário das cidades e dos estados brasileiros. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!