Brasil e EUA marcam reunião presencial para negociar tarifaço de Trump

Brasil e Estados Unidos marcaram uma reunião presencial para discutir o tarifaço imposto pelo governo americano. O encontro ocorrerá em Milwaukee, entre os dias 30 de setembro e 1º de outubro. A confirmação veio do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante cerimônia no Palácio do Planalto nesta segunda – feira (14.
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Segundo Elias Rosa, a expectativa é de que ele e o chanceler Mauro Vieira se encontrem com o chefe do USTR (Representante Comercial dos EUA), embaixador Jamieson Greer. “Há uma reunião do G 20 entre os dias 30 e 1°, lá nos Estados Unidos. E a expectativa, tanto nossa quanto do USTR, é de que façamos uma reunião presencial lá.
O ministro Mauro Vieira e eu iremos e lá teremos um encontro com o embaixador Greer”, afirmou.
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Encontro ocorre durante reunião do G20
As datas coincidem com a reunião de ministros de Comércio do G 20, que acontece em Milwaukee, no estado de Wisconsin. Será a primeira vez que representantes dos dois países se sentam para negociar pessoalmente desde a retomada dos contatos sobre o tema.
Até agora, as conversas vinham sendo conduzidas por telefone e em nível técnico.
O telefonema mais recente entre as partes ocorreu no último dia 21. Já no dia 31, novos contatos foram feitos. Desde então, equipes técnicas dos dois lados seguem trabalhando nos detalhes da pauta, que inclui desde questões comerciais até investigações que miravam temas como desmatamento e pagamentos digitais.
O tarifaço de Trump, como ficou conhecido, ainda impôs ao Brasil uma série de medidas que geraram incertezas no mercado. “Não saímos do contexto de grande incerteza”, disse um economista ouvido pelo Money News, resumindo o clima entre os agentes econômicos.
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Contexto das negociações e próximos passos
A reunião em Milwaukee representa um passo importante nas relações bilaterais, que passaram por momentos de tensão desde o anúncio das tarifas. O governo brasileiro busca reduzir o impacto das medidas sobre setores como o agronegócio e a indústria, enquanto os americanos pressionam por maior acesso ao mercado brasileiro.
Márcio Elias Rosa destacou que a agenda inclui não apenas a questão tarifária, mas também a busca por um entendimento mais amplo sobre comércio e investimentos. O chanceler Mauro Vieira, que acompanhará o ministro, deve tratar de temas políticos e diplomáticos paralelamente.
Para analistas, o encontro presencial pode destravar negociações que vinham emperradas em conversas por telefone. A expectativa é de que, após a reunião, haja anúncios concretos sobre a redução de tarifas ou a criação de mecanismos de compensação para os setores mais afetados.
O governo brasileiro também espera que a reunião sirva para alinhar posições antes da cúpula do G 20, prevista para novembro. Até lá, as equipes técnicas devem continuar se reunindo para preparar o terreno para um acordo mais amplo.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



