Bitcoin despenca em meio a incertezas geopolíticas e tensão entre EUA e Irã
Bitcoin apresenta queda em meio a incertezas geopolíticas
Na segunda-feira (27), o bitcoin registrou uma queda, refletindo a cautela dos investidores após o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã no último fim de semana, além da continuidade dos bloqueios no Estreito de Ormuz. Os traders também estão atentos à decisão de política monetária do Fed (Federal Reserve), marcada para quarta-feira (29).
Por volta das 16h00 (horário de Brasília), o bitcoin apresentava uma desvalorização de 1,80%, cotado a US$ 76.857,61. O ethereum, por sua vez, caiu 3,04%, sendo negociado a US$ 2.289,31, segundo dados da plataforma Binance.
A decisão do presidente americano, Donald Trump, de cancelar o envio de uma delegação dos EUA ao Paquistão, que atuava como mediador nas conversas, e a proposta do Irã de reabrir a rota apenas se Washington retirar o programa nuclear das negociações e encerrar o bloqueio aos portos do país, reforçam a percepção de que uma solução diplomática para o conflito ainda está distante no curto prazo.
O bitcoin chegou a atingir US$ 79 mil no domingo, mas recuou para a faixa de US$ 76 mil na segunda-feira. Apesar disso, a criptomoeda acumula uma alta de 29% desde a mínima registrada em 6 de fevereiro.
Expectativas e análises do mercado
O bitcoin teve um desempenho significativo em um intervalo relativamente curto, mantendo-se em alta desde o início de fevereiro, conforme aponta o analista David Morrison, da Trade Nation. “É possível que comece a ocorrer uma realização de lucros”, observou, especialmente considerando que o ativo ainda não conseguiu ultrapassar a marca de US$ 80 mil.
Diante do desempenho fraco do bitcoin e do ethereum nas últimas semanas, um movimento de venda em momentos de alta parece ser uma reação compreensível, segundo Chris Beauchamp, analista da IG.
A semana está repleta de decisões de bancos centrais, resultados corporativos e dados econômicos, mas as perspectivas de longo prazo para as criptomoedas estão mais atreladas aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, enfatiza Beauchamp.
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Redação Economia
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