Bitcoin sobe 4% mesmo com vitória democrata, antes vista como ameaça ao setor cripto nos EUA

Analistas veem menos risco de retrocesso regulatório com a divisão de forças entre Trump e o Congresso, e o bitcoin foi cotado a US$ 80.098 na quarta-feira (4).

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Representação do bitcoin | Foto: Kanchanara/Unsplash
Representação do bitcoin | Foto: Kanchanara/Unsplash

O bitcoin subiu na quarta-feira (4), em um cenário que os analistas descrevem como mais claro após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. O noticiário cripto também ficou mais calmo depois do ataque hacker à Binance na semana passada.

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Às 12h06 (horário de Brasília), a criptomoeda avançava 4% em 24 horas e era cotada a US$ 80.098.

Vitória democrata deixou de ser vista só como ameaça

Inicialmente, a vitória do Partido Democrata, que conquistou maioria na Câmara e no Senado em oposição ao presidente Donald Trump, foi lida como um sinal negativo para o setor. Agora, a leitura do mercado já não é tão pessimista.

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Para analistas, o equilíbrio de forças entre Executivo e Congresso reduz o risco de retrocesso nas regras atuais para cripto. Esse raciocínio se apoia também na eleição de diversos parlamentares democratas pró-cripto, segundo dados da organização Stand With Crypto.

Apoio ao setor cruza a divisão entre partidos

Matheus Parizotto, head de Research de ativos digitais do BTG Pactual, lembra que a pauta cripto esteve historicamente mais ligada aos republicanos. Ainda assim, ele não vê nisso uma derrota para o setor.

“A agenda de criptoativos vem ganhando apoio bipartidário. Ao longo do ciclo eleitoral, entidades ligadas à indústria financiaram candidatos favoráveis ao setor em ambos os partidos, enquanto organizações como a Stand With Crypto endossaram diversos democratas que foram eleitos”, afirma Parizotto.

Na avaliação dele, o resultado mostra que há apoio político para avançar com a regulação, inclusive com controle democrata. A diferença estaria no desenho das propostas. Segundo Parizotto, os democratas tendem a adotar regras mais rígidas de fiscalização, mecanismos de controle e proteções ao setor bancário.

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Já os republicanos defendem uma abordagem mais flexível e ultraliberal.

“Portanto, o resultado não representa o fim da agenda de criptoativos no Congresso, mas uma mudança nas condições em que ela poderá avançar”, conclui o analista.

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