Big techs têm até domingo para apresentar planos de conformidade ao TSE sobre eleições 2026

As big techs devem apresentar estratégias detalhadas para garantir a integridade das eleições, abordando desinformação e comportamentos inautênticos.

15/08/2026 04:41

2 min

Aplicativos de Big Techs
Aplicativos de Big Techs

As grandes plataformas digitais, conhecidas como big techs, têm até domingo (16) para apresentar seus planos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE.

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Os documentos devem detalhar as estratégias das empresas para prevenir irregularidades durante o período eleitoral, abordando questões como desinformação, propaganda eleitoral irregular, violência política de gênero e comportamentos inautênticos coordenados.

A obrigatoriedade foi estabelecida em uma portaria assinada pelo presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, no final de julho. As plataformas precisam informar sobre a estrutura que será usada para receber e cumprir decisões da Justiça Eleitoral.

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Além disso, deverão descrever os mecanismos que utilizam para monitorar conteúdos e a metodologia de coleta e fornecimento de dados ao tribunal.

Responsabilidade das plataformas durante as eleições

Outro ponto importante é que as big techs devem explicar quais ações serão tomadas para interromper o impulsionamento e a monetização de conteúdos que sejam considerados falsos ou gravemente descontextualizados quando isso representar um risco à integridade do processo eleitoral.

A portaria também enfatiza o chamado “comportamento inautêntico coordenado”, uma prática em que grupos de contas ou perfis falsos atuam juntos para manipular o debate público. Nesse caso, as plataformas precisam indicar os critérios usados para identificar essas redes e relatar as providências adotadas para limitar sua atuação.

As ocorrências identificadas devem ser comunicadas ao TSE, garantindo a preservação das informações relevantes para eventuais investigações. Os planos enviados pelas empresas ao tribunal serão divididos entre informações públicas e restritas.

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A parte pública ficará disponível para consulta pela sociedade, enquanto os dados técnicos sensíveis terão acesso limitado apenas a servidores e colaboradores designados formalmente pelo TSE.

Exigências adicionais sobre inteligência artificial

As plataformas que oferecem sistemas baseados em inteligência artificial — como modelos de linguagem, chatbots e assistentes automatizados — também têm obrigações específicas. Elas precisam detalhar as proteções implementadas para evitar o uso irregular dessas ferramentas durante a campanha eleitoral.

As empresas deverão demonstrar como pretendem impedir que esses sistemas gerem conteúdos que favoreçam candidatos ou partidos políticos ou que promovam violência política de gênero.

Além disso, é necessário informar sobre os testes realizados nos sistemas de IA antes e durante o período eleitoral para garantir que essas ferramentas resistam a tentativas de contornar as proteções estabelecidas. Os resultados desses testes ficarão em uma área restrita do TSE.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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