Romário revela como traficantes do Comando Vermelho ajudaram na libertação de seu pai em 1994

Romário compartilha detalhes sobre o sequestro de seu pai em 1994 e como o Comando Vermelho interveio para garantir sua libertação. O que motivou essa ajuda

14/06/2026 00:51

2 min

Romário revela como traficantes do Comando Vermelho ajudaram na libertação de seu pai em 1994
(Imagem de reprodução da internet).

O Sequestro do Pai de Romário em 1994

No ano de 1994, quando o Brasil conquistou seu tetracampeonato na Copa do Mundo, um acontecimento trágico poderia ter mudado o rumo da competição. Edevair de Souza, pai do jogador Romário, que atuava na Seleção Brasileira com a camisa 11, foi sequestrado por três homens armados e encapuzados.

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O crime ocorreu na saída do bar que Edevair possuía, localizado na Vila da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Naquele período, Romário jogava pelo Barcelona, na Espanha, e declarou que não teria condições emocionais de atuar se seu pai não fosse libertado. O sequestro aconteceu dois meses antes do início da Copa do Mundo, e os sequestradores exigiram um resgate de 7 milhões de dólares.

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Apesar de a família ter comunicado as autoridades sobre o crime, Ronaldo de Souza, irmão mais novo de Romário, ficou frustrado com a lentidão das investigações e decidiu buscar ajuda na Favela do Jacarezinho, onde o jogador cresceu.

A Intervenção do Comando Vermelho

Orlando da Conceição, conhecido como Orlando Jogador e chefe do Comando Vermelho, ficou preocupado ao saber que Romário poderia ficar fora dos jogos, o que poderia comprometer as chances do Brasil na competição. Segundo informações do Jornal Opção, Orlando mobilizou vários homens e até pagou policiais para atuarem fora de seus turnos, com o objetivo de localizar Edevair.

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Logo após, uma denúncia anônima levou as autoridades ao cativeiro onde Edevair estava sendo mantido. Duas mulheres que vigiavam o local foram presas. Em uma entrevista, Romário afirmou que a ajuda dos traficantes foi crucial para a resolução do caso. “Quem não estiver de acordo que me desculpe, mas acho que estas pessoas (os traficantes) ajudaram também para um desfecho positivo”, declarou o jogador, que se destacou na Copa.

Infelizmente, Orlando foi assassinado por um rival em julho daquele ano e não pôde testemunhar a vitória do Brasil no torneio.

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Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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