Autoridades de Gaza resgatam corpos após anos de bombardeios

As autoridades da Faixa de Gaza confirmaram neste sábado (1º) o resgate dos restos mortais de mais 112 pessoas sob os escombros, após anos contínuos de bombardeios israelenses na região.
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A operação ocorreu no bairro Sabra, localizado ao sul da Cidade de Gaza. A agência local de Defesa Civil relatou que foram encontrados corpos ou partes humanas depois de um esforço intenso e manual realizado por quase duas semanas consecutivas.
Detalhes do trabalho em busca das vítimas
Segundo a própria Agência de Defesa Civil – serviço operado pelo Hamas–, as escavações resultaram nos achados até o momento incluem restos mortais identificáveis como 40 crianças, mais 38 mulheres adultas e sete pessoas com deficiência física.
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O coronel Mohammed Abu Dan, responsável pela equipe no terreno, descreveu os trabalhos como extremamente difíceis. As equipes tiveram que examinar manualmente estruturas metálicas retorcidas junto ao concreto destruído para localizar qualquer vestígio humano.
Apesar dos esforços contínuos da agência local em Sabra, ainda há um número significativo de corpos desaparecidos: o coronel Mohammed Abu Dan afirmou que as equipes ainda procuram 157 corpos sob o monte de escombros acumulados na área afetada pelos bombardeios intensivos israelenses.
Contexto humanitário e apoio internacional
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) acompanhou toda essa operação. A operação contou com apoio do CICV.
“Durante mais de dois anos e meio, milhares de lares em Gaza viveram imersos numa dor profunda e incerteza constante”, afirmou à AFP a porta-voz do CICV no local, Amani Al-Naouq. Ela enfatizou o caráter crítico desta busca por pessoas desaparecidas: “A recuperar os restos humanos é uma questão humanitária vital para permitir às comunidades lamentar suas perdas com dignidade”.
O pano de fundo da crise na Faixa
Os números alarmantes apresentados refletem um conflito que teve início quando militantes ligados ao Hamas atacaram partes do sul de Israel em 7 de outubro de 2023.
Segundo autoridades israelenses, o ataque resultou nas mortes documentadas de 1.221 pessoas e sequestrando outras mais de 251 indivíduos levados para Gaza. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde administrado pela organização há apontam que foram registradas as baixas superiores a 73,3 mil vidas na guerra.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
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Redação Política
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