Atirador mata cinco pessoas na praça principal da Cracóvia, na Polônia, e deixa cerca de dez feridos

Polícia baleou e prendeu o agressor, que está em hospital, e as motivações seguem desconhecidas, enquanto Tusk e Nawrocki cobram explicações sobre o ataque.

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Policial vigia acesso ao centro turístico da Cracóvia após o atentado | Foto: Bartosz Siedlik/ AFP
Policial vigia acesso ao centro turístico da Cracóvia após o ate...
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Um homem abriu fogo contra pedestres no centro turístico da Cracóvia, no sábado (7), e matou cinco pessoas. A polícia local informou à AFP que outras cerca de dez ficaram feridas, na segunda maior cidade da Polônia.

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A AFP ouviu os relatos das autoridades e de testemunhas, mas as motivações do atirador seguem desconhecidas até o momento. A reportagem continua acompanhando o caso.

Atirador entra na praça principal e dispara ao acaso

O agressor chegou à praça principal no início da tarde, em um momento de grande movimento por causa do fim de semana. Segundo um porta-voz da força de segurança, ele atirou de forma “aleatória” contra quem estava no local.

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Os policiais reagiram e balearam o homem, que foi levado a um hospital. Cerca de dez pessoas ficaram feridas, e a polícia confirmou as cinco mortes.

Após o ataque, a área foi isolada por agentes. A praça fica em um dos pontos mais procurados pelos turistas da cidade. Um repórter da AFP no local registrou pessoas estendidas no chão, ambulâncias e outros veículos de emergência, além de policiais armados cercando o perímetro.

Testemunhas relatam pânico e cenas de choque

Annette, mulher de cerca de 60 anos, contou ter visto “um homem atirando nas pessoas e caminhando pela praça”. Ela afirmou à agência: “É uma tragédia para a Cracóvia; nunca tínhamos visto algo assim”.

Muitos frequentadores da praça, tomados pelo susto, choravam e buscaram refúgio nas lojas do centro histórico da cidade, no sul do país.

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Tusk e Nawrocki cobram explicações sobre o ataque

O primeiro-ministro Donald Tusk lamentou “um trágico ataque a tiros” e disse que “a polícia está investigando os antecedentes e todas as circunstâncias do ataque”.

O presidente Karol Nawrocki, nacionalista conservador, manifestou “enorme preocupação” com o caso. Em publicação no X, escreveu: “Espero explicações completas sobre as circunstâncias destes acontecimentos dramáticos”. Ele também declarou que “a segurança dos poloneses é uma prioridade absoluta”.

Nawrocki mantém uma relação bastante conturbada com o governo centrista e pró-europeu de Tusk.

Ataques a tiros são raros e país vivia alerta por facadas

Episódios com armas de fogo são incomuns na Polônia, país da Europa central com 38 milhões de habitantes e integrante da União Europeia e da Otan.

Ainda assim, em outubro, uma série de ataques a facadas havia colocado o país em alerta máximo. Tusk atribuiu aqueles casos a um “culto à violência” em expansão no mundo, que “também chegou à Polônia”.

Desde a invasão russa da Ucrânia, em 2022, Varsóvia se mantém como forte apoiadora de Kiev. A capital polonesa tem feito alertas constantes sobre sabotagens russas e sobre uma guerra híbrida em seu território, acusações que Moscou rejeita.

A Cracóvia, que já foi capital do país, recebe milhões de turistas todos os anos. Em 2025, a cidade foi visitada por 16,2 milhões de pessoas, segundo as autoridades municipais.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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