Ataques russos contra Kiev deixam nove mortos no sexto dia seguido de ofensiva

Ataques também interromperam a passagem na fronteira com a Romênia e atingiram estruturas de energia e logística, enquanto Rússia e Ucrânia relatam drones.

01/09/2026 03:11

3 min

Ataque russo em Boryspil, perto de Kiev
Ataque russo em Boryspil, perto de Kiev

Nove pessoas morreram e mais de uma dúzia ficaram feridas nesta terça – feira (1º) em ataques aéreos russos contra Kiev e a região ao redor da capital ucraniana. A ofensiva atingiu a cidade pelo sexto dia consecutivo, segundo autoridades.

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Em Kiev, cinco pessoas ficaram feridas, entre elas três crianças, e incêndios foram registrados em diferentes pontos da capital, informou o serviço de emergência pelo aplicativo Telegram. Em Boryspil, na região de Kiev, uma pessoa morreu e outras nove, incluindo uma criança, ficaram feridas após um prédio residencial e uma instalação comercial serem atingidos.

Ataques atingem fronteiras e instalações

O governador Tymur Tkachenko divulgou as informações sobre Boryspil no Telegram. Alertas de ataque aéreo foram emitidos para a maior parte do território ucraniano nas primeiras horas desta terça – feira.

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Os ataquescontra Kiev e a região ao redor afetam a vida de milhões de pessoas. A Rússia vem ampliando as ofensivas contra as fronteiras da Ucrânia e também tem atingido instalações de energia e logística.

Em Orlivka, às margens do rio Danúbio, um novo ataque interrompeu as operações de passagem na fronteira com a Romênia, integrante da União Europeia e da Otan. A ação ocorreu nesta terça – feira.

Rússia também relata ataques com drones

Na Rússia, drones provocaram um incêndio na área portuária de Ust – Luga, importante ponto de exportação no noroeste do país. O episódio ocorreu enquanto Moscou tentava repelir os aparelhos.

Na região russa de Samara, um ataque aéreo danificou instalações civis, informou o governador local no Telegram. A área fica a cerca de 800 km a sudeste de Moscou e abriga várias grandes refinarias de petróleo.

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Rússia e Ucrânia negam ter como alvo deliberadamente a população civil. A Reuters não conseguiu verificar de forma independente os relatos sobre os danos.

Esforços de paz e reação da Otan

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirmou na segunda – feira (31) que teve uma conversa “detalhada e construtiva” com Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, os dois lados trabalhavam para definir as datas da visita dos representantes à Ucrânia.

Também na segunda – feira (31), o primeiro – ministro da Índia, Narendra Modi, disse ao presidente russo, Vladimir Putin, que a guerra precisava terminar em nome da humanidade. O líder do Kremlin respondeu que Moscou estava “avançando nesse caminho”.

O conflito levou alguns membros da Otan, principalmente países que fazem fronteira com a Rússia, a reforçar suas capacidades militares. A missão de policiamento aéreo da Otan no Báltico acionou temporariamente caças na Letônia, enquanto a Finlândia restringiu o tráfego aéreo e marítimo próximo à Rússia.

Drones sobrevoavam a região russa de Leningrado, onde fica Ust – Luga. A Estônia também emitiu brevemente um alerta de ameaça aérea nesta terça – feira, e Margus Tsahkna, ministro das Relações Exteriores da Estônia, agradeceu à Otan por reagir “rápida e exatamente como planejado” ao colocar caças no ar.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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