Netanyahu afirma que levou décadas para fazer EUA “caírem em si” sobre o Irã

Apesar do cessar-fogo de 8 de abril, confrontos no Golfo e novas ações entre Irã e Estados Unidos mantiveram a região sob risco de escalada.

31/08/2026 20:13

2 min

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém, em 19 de março
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém,...

O primeiro – ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que passou décadas alertando para a ameaça do Irã e defendendo que o aparato de segurança de Israel concentrasse atenção em Teerã, e não somente nos aliados do país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em entrevista ao Canal 14 no domingo (30), Netanyahu disse que levou “muito tempo” para fazer os Estados Unidos“caírem em si” em relação ao Irã. Ele atribuiu parte de sua influência sobre a opinião pública às aparições frequentes na televisão americana e ao conhecimento que afirma ter dos líderes dos EUA.

Netanyahu diz que alertas sobre o Irã duraram décadas

Na entrevista, o primeiro – ministro israelense apresentou sua atuação como uma tentativa prolongada de mudar a forma como a ameaça iraniana era compreendida. Para ele, a prioridade deveria ser o próprio Teerã, em vez de ficar restrita aos grupos aliados do Irã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Benjamin Netanyahu também relacionou sua presença no debate público americano ao esforço para convencer os Estados Unidos a mudar de posição. As aparições na televisão e seus contatos com líderes dos EUA, segundo ele, ajudaram a influenciar a opinião pública sobre o Irã.

O relato menciona ainda uma ofensiva que matou o líder supremo do Irã e foi seguida por semanas de ataques com mísseis iranianos contra Israel. Os disparos provocaram mortes de civis, danos a casas e a locais estratégicos, além de obrigarem milhões de pessoas a procurar abrigo em locais seguros.

Cessar – fogo reduziu combates, mas tensão continuou

Um cessar – fogo anunciado em 8 de abril interrompeu o conflito armado generalizado entre Israel e Irã. O acordo foi amplamente respeitado pelos dois países, embora tenha ocorrido uma breve troca de tiros em junho.

A pausa, no entanto, não encerrou todos os confrontos. As ações no Golfo continuaram mesmo após a redução dos combates mais amplos e mantiveram a região sob tensão.

Leia também

Na noite de domingo (30) para segunda – feira (31), Irã e Estados Unidos também apareceram envolvidos em uma sequência de ações que ameaçava reacender o conflito. Isso ocorreu depois de semanas de relativa calmaria militar.

O cenário descrito reúne, portanto, a retomada de movimentos entre Irã e Estados Unidos, a continuidade dos confrontos no Golfo e a lembrança dos ataques que atingiram Israel. O cessar – fogo permanece associado à interrupção do conflito generalizado, mas a troca de ações indica que a tensão não foi completamente encerrada.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!