Anvisa apreende lote falsificado do Mounjaro e orienta sobre identificação de irregularidades

A apreensão do Mounjaro pela Anvisa ressalta a necessidade de vigilância no mercado farmacêutico e a proteção da saúde pública contra medicamentos falsificados.

2 min

Anvisa libera uso pediátrico de Mounjaro para tratamento de diabetes tipo 2 | Foto: Reprodução

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou, nesta quinta-feira (30), a apreensão de lotes falsificados do medicamento Mounjaro, que contém tirzepatida e é utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. A decisão ocorreu após a empresa Eli Lilly do Brasil, responsável pelo registro do produto, identificar que unidades comercializadas apresentavam irregularidades.

Segundo a Anvisa, o lote “D881474” é legítimo, porém o número de série “302199651396” encontrado nas unidades não corresponde aos registros da fabricante. Diante dessa incompatibilidade, a agência determinou que as unidades com essa combinação específica de lote e número de série não sejam distribuídas, vendidas ou utilizadas em qualquer circunstância.

Detalhes sobre a apreensão

A medida visa proteger os pacientes e garantir a segurança dos tratamentos utilizados para diabetes e obesidade. A Anvisa destacou que essa ação não afeta as demais unidades autênticas do lote D881474. Portanto, somente as unidades com o número de série irregular estão sob restrição.

A agência também enfatizou a importância da vigilância contínua no mercado farmacêutico, especialmente em relação à autenticidade dos medicamentos. Casos como esse evidenciam os riscos associados à falsificação de produtos farmacêuticos, colocando em risco a saúde pública.

Ação contra farmácias de manipulação

Além da apreensão do Mounjaro, a Anvisa tomou uma outra medida importante envolvendo a Derme Ervas Farmácia de Manipulação Ltda., que teve suspensas a comercialização e a propaganda de suas preparações magistrais, por anunciar e vender produtos manipulados padronizados e não individualizados. A farmácia anunciava e vendia preparações magistrais padronizadas por meio de seu site, algo considerado irregular pela legislação sanitária vigente.

Pela decisão da Anvisa, esses produtos não podem ser comercializados ou divulgados até que regularizações necessárias sejam implementadas. É importante destacar que essa ação não está relacionada ao caso do Mounjaro; trata-se de um procedimento distinto publicado na mesma resolução da agência.

Repercussão e próximos passos

A CNN Brasil tenta contato com a Derme Ervas Farmácia de Manipulação Ltda. para obter comentários sobre as alegações feitas pela Anvisa e esclarecer sua posição frente às medidas adotadas. O espaço permanece aberto para manifestações da empresa sobre este assunto.

Leia também

Isso garante não apenas a eficácia dos tratamentos oferecidos aos consumidores, mas também protege sua saúde contra fraudes e produtos inadequados.

A luta contra medicamentos falsificados continua sendo uma prioridade nas políticas de saúde pública brasileiras.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

A Redação Saúde e Educação reúne a cobertura do Clique Fatos sobre saúde, bem-estar e educação. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.