Anvisa alerta que reposição de testosterona não é necessária para todas as mulheres e pode trazer

A promessa de aumento de libido, mais energia e rejuvenescimento atrai a atenção, mas a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) alerta que nem toda mulher precisa desse tratamento para melhorar a saúde ou combater os efeitos do envelhecimento.
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Em agosto, a Anvisa destacou a circulação de informações enganosas sobre o uso do hormônio. A agência enfatizou que a reposição de testosterona não é uma necessidade universal e deve ser avaliada com base no quadro clínico individual, sintomas, exames, histórico de saúde e evidências científicas.
Promessas de rejuvenescimento e riscos associados
A discussão sobre o uso da testosterona ganhou força com conteúdos que fazem associações entre o hormônio e benefícios como emagrecimento, corpo mais definido e aparência jovem. Contudo, a Anvisa adverte que promessas genéricas devem ser encaradas com cautela.
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O uso indiscriminado pode levar a efeitos colaterais graves, como acne, queda de cabelo, alterações no fígado e nos níveis de colesterol.
Patrícia, médica especialista na área, ressalta que o maior problema está na transformação de decisões médicas em tendências da internet. “Está se criando uma moda em torno da testosterona sem considerar as particularidades de cada paciente”, afirma ela.
A libido feminina é influenciada por diversos fatores. Patrícia aponta que não se pode atribuir diretamente a redução da libido apenas à falta do hormônio. “Quando uma mulher relata diminuição da libido, devemos investigar o contexto geral: como anda o sono?
E o relacionamento? Existe dor durante as relações? Como está seu humor?”, questiona.
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Quando utilizar a testosterona?
A médica explica que o alerta contra o uso indiscriminado não implica que nenhum tratamento hormonal seja válido para mulheres. “O importante é que qualquer terapia tenha indicação médica clara, acompanhamento e avaliação individualizada”, afirma Patrícia.
A Anvisa também reforça que a testosterona é um medicamento regularizado com indicações terapêuticas específicas e deve ser utilizada somente quando houver comprovação clínica da necessidade.
A discussão sobre menopausa e saúde feminina tem ganhado destaque na mídia brasileira em 2026. Temas como novas alternativas para tratar os fogachos e a relação entre menopausa e saúde cardiovascular têm sido amplamente abordados. Para Patrícia, esse aumento na atenção é positivo, mas é essencial que venha acompanhado de informações confiáveis para as mulheres.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



