OMS reduz risco de demência em até 45% com novos hábitos – estudo revela

Setembro é o mês mundial dedicado à conscientização sobre a Doença de Alzheimer, um período crucial para reforçar os cuidados com alterações cognitivas e as estratégias preventivas.
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Embora seja comum associar demência ao avanço da idade avançada, especialistas alertam que essa condição não deve ser encarada como uma consequência inevitável do envelhecimento natural. De fato, dados apontaram em décadas passadas até mesmo na redução dos casos entre idosos nos países desenvolvidos
Prevenção: O papel fundamental no declínio cognitivo
O controle adequado de fatores cardiovasculares é citado por profissionais como peça – chave nesse cenário positivo. Segundo o angiologista Dr. Álvaro Pereira — doutor pela Divisão de Bioengenharia do INCOR – HCFMUSP —, a prevenção e um acompanhamento rigoroso podem impactar diretamente a saúde cerebral.
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Em julho de 2026, essa visão foi reforçada quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou suas recomendações sobre redução dos riscos associados ao declínio mental em até 45%. As medidas sugeridas vão muito além apenas das consultas médicas regulares.
Hábitos saudáveis para o cérebro. Manter uma rotina física ativa é essencial. A prática regular não só beneficia os vasos sanguíneos do corpo como também ajuda no controle ideal desses fatores vitais — pressão arterial e níveis glicêmicos —, que estão diretamente ligados aos problemas cognitivos.
Outros pilares da prevenção incluem a alimentação equilibrada, pois ela auxilia na manutenção saudável de peso, colesterol e açúcar no sangue. Além disso, abandonar hábitos prejudiciais ao organismo faz parte das estratégias recomendadas pela OMS em relação à saúde mental.
Acompanhamento médico e novas tecnologias
Cuidar bem dos sistemas cardiovasculares é uma forma direta de proteger o cérebro contra riscos como hipertensão ou diabetes não controlados. É fundamental também moderar drasticamente qualquer consumo excessivo de álcool para evitar prejuízos sistêmicos que afetam a cognição.
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Além do controle físico geral, manter os vínculos sociais ativos e estimular atividades intelectuais são rotinas essenciais no dia a dia. O isolamento social tem impactos significativos na qualidade de vida das pessoas mais velhas.
Risco por gênero e avanços em pesquisa
Os dados estatísticos mostram uma diferença importante entre gêneros ao longo da expectativa de vida. Um estudo publicado pelo Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry estimou um risco maior para as mulheres desenvolverem demência ou AVC após os 45 anos (chegando aos 48,2%) comparado aos homens nesse mesmo período (36,2%.
Para além dos hábitos preventivos tradicionais, novas tecnologias também entram no foco do cuidado cerebral moderno. Uma dessas abordagens é a fotobiomodulação transcraniana: trata – se de usar luz com parâmetros específicos em técnica não invasiva.
“A proposta [da fotobiomodulação] não tem o objetivo substituir medicamentos nem outras terapias já existentes”, explica Dr. Álvaro Pereira; “mas sim ampliar todas as possibilidades possíveis para um acompanhamento mais amplo da saúde mental”. Ele reforça que essa combinação entre prevenção e tecnologia deve acompanhar nosso aumento na expectativa de vida.”
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



