Ameba “comedora de cérebro” causa morte de criança nos EUA após infecção em lago contaminado

A morte da criança levanta preocupações sobre a segurança em ambientes aquáticos e a necessidade de conscientização sobre os riscos da ameba Naegleria fowleri.

24/08/2026 12:12

2 min

Representação gráfica da ameba “comedora de cérebro”, Naegleria fowleri
Representação gráfica da ameba “comedora de cérebro”, Naegleria ...

A infecção pela ameba microscópica Naegleria fowleri, conhecida como “ameba comedora de cérebro“, resultou na morte de uma criança de oito anos em Ruston, no norte da Louisiana (EUA), durante o último fim de semana. O caso levanta preocupações sobre a segurança em ambientes aquáticos e a conscientização acerca dos riscos associados a essa ameba.

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O parasita, que vive em água doce e quente, como lagos e rios, entra no corpo humano exclusivamente quando a água contaminada é forçada pelas vias nasais. De acordo com os familiares da vítima e autoridades de saúde locais, a infecção foi contraída enquanto a menina nadava em um lago próximo à sua residência.

Mecanismo de contágio e prevenção

A Naegleria fowleri não provoca infecções se ingerida pela boca e não é transmitida entre pessoas. O contágio ocorre estritamente durante atividades recreativas em águas doces mornas, como mergulho ou natação, especialmente no verão. A entrada da água sob pressão pelo nariz facilita a migração do micro – organismo até o sistema nervoso central.

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Os sintomas iniciais podem se assemelhar aos de outras infecções comuns: dores de cabeça intensas, febre alta, náuseas e vômitos frequentes. Em poucos dias, a infecção evolui para um quadro clínico severo que inclui rigidez na nuca, visão dupla, confusão mental, alucinações e perda de equilíbrio.

O falecimento geralmente ocorre devido a lesões cerebrais graves e inchaço significativo do cérebro.

Impacto das mudanças climáticas

Embora casos de infecção sejam raros — foram confirmados apenas 180 casos entre 1937 e 2025 — mudanças climáticas estão elevando as temperaturas dos corpos d’água em regiões tradicionalmente mais frias ao norte. Esse aumento da temperatura amplia as áreas geográficas onde a ameba pode proliferar, aumentando assim o risco para banhistas em águas doces naturais.

A situação ressalta a importância da conscientização sobre os perigos associados à Naegleria fowleri e reforça a necessidade de precauções ao nadar em corpos d’água quentes durante os meses de verão. A combinação do aumento da temperatura da água e o comportamento recreativo nas mesmas pode resultar em um cenário preocupante para a saúde pública.

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Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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