Amazon (AMZO34): AWS fatura US$ 46 bilhões no 3T26 e cresce no ritmo mais forte em quase cinco anos

Jassy projeta crescimento acima de 40% da AWS em 2027 e 2028, enquanto a margem operacional de 13,9% é recorde, mas o lucro líquido fica abaixo do esperado.

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Foto: Facebook/Amazon.com
Foto: Facebook/Amazon.com

A Amazon (AMZO34) divulgou resultados mistos do terceiro trimestre de 2026 (3T26) após o fechamento dos mercados na quinta-feira (29). A divisão de computação em nuvem, a AWS, acelerou de forma expressiva, mas os investimentos pesados em infraestrutura pressionaram parte do desempenho operacional.

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O câmbio menos favorável e a antecipação do Prime Day para o 2T26 também afetaram algumas linhas da companhia, embora fossem fatores esperados. Na sexta-feira (3), as ações da empresa oscilam entre alta e queda.

AWS chega a US$ 46 bilhões com avanço de 39%

O grande destaque do trimestre voltou a ser a AWS. O segmento faturou US$ 46 bilhões no período, um salto de 39% na comparação anual, o ritmo mais forte de crescimento em quase cinco anos.

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O atual CEO, Andy Jassy, demonstrou confiança na sequência desse desempenho e disse esperar um crescimento superior a 40% para a AWS também em 2027 e 2028. Na mesma linha, ele afirmou que a Amazon pode construir dois negócios com receita anual de US$ 1 trilhão ao longo da próxima década.

No consolidado, a receita da Amazon chegou a US$ 201,9 bilhões entre julho e setembro, 12% acima do mesmo período de 2025 e em linha com as projeções do mercado. As vendas na América do Norte somaram US$ 112,9 bilhões, com alta de 6%, enquanto as operações internacionais faturaram US$ 43,1 bilhões, crescimento de 5%.

Nos demais negócios, a publicidade alcançou US$ 19,6 bilhões, com expansão de 11%. Os serviços para vendedores terceiros avançaram 9%, até US$ 46,5 bilhões, e as assinaturas cresceram 11%, chegando a US$ 14 bilhões. Já as vendas online desaceleraram para uma alta de apenas 2%, com US$ 68,5 bilhões.

Margem operacional bate recorde, mas lucro líquido fica abaixo do esperado

O lucro operacional subiu para US$ 28,1 bilhões, ante US$ 17,4 bilhões um ano antes. Com isso, a margem operacional atingiu 13,9%, o maior patamar da história da companhia.

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O lucro líquido, por outro lado, somou US$ 20,7 bilhões, com lucro por ação de US$ 1,89. O valor ficou 3% abaixo do registrado no mesmo trimestre de 2025 e também abaixo das expectativas do mercado.

O ponto que mais preocupou os investidores foram os gastos com infraestrutura. A Amazon desembolsou US$ 77,2 bilhões no trimestre, acima dos US$ 58,8 bilhões projetados pelo mercado.

Analista vê consumo de caixa como causa da queda inicial

Para Rafael Scarpa, da Empiricus, a reação negativa no início do pregão tem mais relação com o consumo de caixa do que com a qualidade dos resultados operacionais. “Apesar de liderar o mercado de computação em nuvem em participação e continuar expandindo suas margens, a AWS enfrenta um questionamento crescente sobre o retorno dos investimentos, diante das saídas expressivas de caixa, enquanto no trimestre passado, o mercado havia recebido esses investimentos como um voto de confiança, apoiado na relevância da AWS e na geração de caixa mais favorável”, disse Scarpa.

Ainda assim, a Empiricus mantém a tese de investimento. Na avaliação da casa, a liderança da AWS, a expansão de margens e a força dos negócios tradicionais seguem sustentando a recomendação, afirmou o analista.

“Dado o forte posicionamento nas frentes tradicionais e mais tecnológicas, além do valuation atrativo de 24,3 vezes o lucro esperado para os próximos 12 meses, seguimos recomendando Amazon como uma das principais teses da carteira de tecnologia e IA”, afirmou o analista.

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