Alcolumbre adia decisão sobre prorrogar a CPMI do INSS e mantém quebra de sigilo de Lulinha

Alcolumbre pede mais tempo para decidir sobre a prorrogação da CPMI do INSS, e o senador Viana cobra resposta.

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Foto: Reprodução

Prorrogação da CPMI do INSS aguarda decisão de Alcolumbre

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, solicitou mais tempo para avaliar o pedido de extensão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A informação foi confirmada pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), em entrevista na quarta-feira, 4 de março de 2026.

O prazo original da CPMI terminava em 28 de março, um sábado, o que impossibilitava a continuidade das investigações. A equipe da comissão planejava concluir os trabalhos até a quinta-feira, 26 de março. A situação gerou certa apreensão entre os senadores envolvidos, que buscavam uma resposta do presidente do Congresso para garantir o andamento das apurações.

Alcolumbre e Viana tentavam encontro desde 2025

O senador Carlos Viana relatou que tentava agendar uma reunião com Davi Alcolumbre desde o final de 2025, sem sucesso. A demora na resposta do presidente do Congresso o levou a considerar o recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar a extensão dos trabalhos da CPMI.

A situação demonstra a complexidade do processo legislativo e a necessidade de diálogo entre os diferentes poderes.

Alcolumbre promete posicionamento em breve

Em contato com o senador Viana, Davi Alcolumbre afirmou ter ouvido seus argumentos sobre a quantidade de documentos e as implicações legais do caso, incluindo o risco de habeas corpus. O presidente do Congresso Nacional assegurou que tomaria uma decisão em breve, demonstrando um certo otimismo em relação à resolução do impasse.

Viana havia planejado entrar com um mandado de segurança no STF na mesma data, mas decidiu adiar a medida aguardando o posicionamento de Alcolumbre.

Alcolumbre mantém decisão sobre sigilos de Lulinha

Paralelamente à questão da CPMI, o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, decidiu na terça-feira, 3 de março, manter a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), como parte das investigações da CPMI do INSS.

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Essa medida, aprovada em 26 de fevereiro, foi contestada pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Rejeição do pedido de anulação

O PT havia solicitado a anulação da votação que permitiu a quebra dos sigilos, mas a decisão de Alcolumbre foi mantida. A situação reflete o confronto entre o governo Lula e o Congresso Nacional, com implicações para o andamento das investigações.

A decisão foi tomada após uma conversa rápida com o presidente do Congresso, que ouviu os argumentos de Viana e prometeu uma resposta em breve.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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