Alckmin vê como improvável nova indicação de Messias ao STF

O vice-presidente atribuiu a derrota no Senado a decisões “às vezes pessoais” dos senadores.

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Foto: Reprodução
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Alckmin vê como improvável nova indicação de Messias ao STF

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), manifestou nesta terça-feira (5 de maio de 2026) sua percepção de que uma nova indicação do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal é improvável. Em entrevista à GloboNews, Alckmin atribuiu o resultado da votação, que deixou 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis, a decisões “às vezes pessoais” de senadores, e não a falhas do governo.

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Lamento pelo resultado

O vice-presidente lamentou o resultado da votação de Messias, que considera um profissional dedicado ao serviço público, com sólida formação jurídica e experiência. Alckmin também expressou sua decepção com a composição atual do STF, que conta com 10 ministros em vez de 11.

Ele ressaltou a importância de cada voto e a necessidade de respeitar o resultado da votação.

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Discussões e acordos

Ao ser questionado sobre a possibilidade de um acordo para impedir a indicação, Alckmin se mostrou cético, afirmando não ter conhecimento de “acordinho ou acordão”. Ele criticou a coincidência entre rejeições de indicados e outras ações contra o governo, como o arquivamento de uma CPI.

Alckmin enfatizou que a escolha de cada senador é, em certa medida, pessoal.

Respeito ao resultado e articulação política

Alckmin reiterou que o governo trabalhou para apresentar o nome de Messias ao STF, mas que o resultado da votação demonstra a necessidade de uma melhor articulação política. Ele comparou a situação com sua própria experiência como governador, onde também perdeu uma eleição por um voto, e enfatizou a importância de seguir em frente.

Ele ressaltou que o governo respeita o resultado da votação e que o presidente Lula irá deliberar sobre o envio de outros indicados à Corte.

Leia também

A rejeição do advogado-geral da União

O Senado rejeitou em 29 de abril de 2026 a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal. A votação histórica, que ocorreu após 132 anos, marcou a primeira vez desde 1894 que uma indicação presidencial foi rejeitada pelo Senado.

A votação final foi de 42 votos contrários e 34 votos favoráveis, com uma abstenção. Para ser aprovado, o indicado precisava de pelo menos 41 votos a favor. A sessão contou com a presença de 79 dos 81 senadores.

O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), afirmou ao Poder360 que Lula deve enviar ao Senado um novo nome ainda antes das eleições deste ano.

Jorge Messias, após a derrota, cogitou deixar o governo e colocou o cargo à disposição de Lula, que sinalizou que não quer perder o aliado. O AGU deve permanecer no governo, mas ainda sem cargo definido.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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