Zipline vale US$ 21,5 bilhões: avaliação quase triplica desde janeiro, quando era de US$ 7,6 bi

Rodada de US$ 1,5 bilhão financiará a produção nos EUA e uma rede nacional de drones, com Walmart e Uber como parceiros na disputa com a Amazon.

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Drone da Zipline | Foto: Divulgação

A startup de entregas por drone Zipline captou US$ 1,5 bilhão em uma nova rodada que a avalia em US$ 21,5 bilhões. O valor é quase o triplo do que a empresa valia em janeiro, quando levantou US$ 600 milhões com valuation de US$ 7,6 bilhões.

Paradigm, WCM Investment Management e Layer Global conduzem a rodada. Valor Equity Partners, Fidelity, Uber, Tiger Global, J.P. Morgan, ARK Invest e Salesforce Ventures também aparecem entre os participantes.

Verba vai para fabricação e novas contratações

A empresa afirma que o dinheiro servirá para ampliar a produção nos Estados Unidos. Parte dele também financia a contratação de equipes para montar uma rede nacional de entregas por drone.

Para enfrentar uma gigante como a Amazon, a Zipline entra na disputa com parceiros de peso. Um novo acordo nacional e plurianual com o Walmart prevê 300 novos pontos de operação, com espaço para crescer.

Parceria com o Uber mira grande escala

A parceria com o Uber foi firmada em agosto e leva drones aos clientes do Uber Eats. A companhia de transporte também comprou uma participação na startup.

A meta é alcançar 1 milhão de entregas por dia até 2029, segundo a Zipline.

Números de operação chamam a atenção de investidores

Os dados de operação, de acordo com a empresa, ajudam a entender o interesse dos investidores. Só na região de Dallas-Fort Worth, a Zipline realizou mais de 1 milhão de entregas este ano.

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Em outubro, o tempo mediano entre o checkout e a entrega ficou em 19 minutos. No delivery tradicional, o mesmo intervalo passou de 30 minutos.

Em um grupo de restaurantes acompanhado entre março e outubro, a participação da Zipline na receita de delivery subiu de 10,8% para 34,9%.

Amazon e Zipline seguem caminhos diferentes

A Amazon fabrica os próprios drones e os usa para entregar compras feitas em sua plataforma. O plano é ampliar o serviço de 11 para cerca de 500 localidades nos Estados Unidos até o fim do ano.

A Zipline atua de outra forma, como infraestrutura para terceiros. Ela vende a operação para varejistas, restaurantes e aplicativos de delivery. Segundo a empresa, centenas de negócios já faturam com pedidos feitos por seus drones, e dezenas de novos parceiros entram a cada semana.

A startup também soma uma trajetória mais longa. Ela completa dez anos de voos, com 150 milhões de milhas comerciais autônomas percorridas sem incidentes de segurança, e opera em quatro continentes.

Entregas médicas abriram caminho antes dos Estados Unidos

Essa trajetória começou longe dos Estados Unidos, com o transporte de sangue e medicamentos. De acordo com a Zipline, as entregas médicas de longa distância ajudam a salvar mais de 14 mil vidas por ano.

Na Costa do Marfim, a empresa monta uma rede nacional para atender mais de 2.200 unidades de saúde e 12 milhões de pessoas.

Regulação e barulho ainda são obstáculos

O setor ainda enfrenta barreiras, como as aprovações regulatórias. Comunidades também demonstram preocupação com o barulho e a segurança dos voos.

Para responder a esses pontos, a Zipline lançou uma atualização que deixa os voos mais silenciosos e eficientes. A empresa também apresentou uma nova geração de aeronaves, que voa mais alto, faz menos barulho e carrega pedidos mais pesados por distâncias maiores.

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