Zelensky ganha reforço europeu enquanto Trump e Musk pressionam por acordo
O encontro reuniu líderes de países como França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Polônia e Espanha, além de representantes da União Europeia e da Otan. O objetivo era alinhar uma posição comum diante da nova postura dos Estados Unidos, que passaram a condicionar o apoio militar a negociações diretas com a Rússia.
A mudança de comportamento de Washington pegou os europeus de surpresa. A avaliação entre os participantes é que o continente precisa assumir mais responsabilidade pela própria segurança, sem depender tanto dos americanos. O temor é que um eventual acordo entre EUA e Rússia deixe a Europa de fora das decisões.
O que está em jogo para a Europa
Os líderes discutiram ainda o aumento dos gastos com defesa. A ideia é que os países europeus ampliem seus orçamentos militares para reduzir a dependência do guarda-chuva americano — tema que ganhou urgência depois das declarações recentes do presidente dos Estados Unidos.
O que ficou decidido
A reunião terminou com um plano de ação. Os participantes concordaram em apresentar uma posição unificada sobre segurança e Ucrânia, com medidas concretas para reforçar a defesa do continente. Também ficou definido que os líderes voltarão a se encontrar em breve para dar sequência às tratativas.
Ainda não há detalhes sobre os próximos passos práticos. A expectativa é que as conversas avancem nas próximas semanas, com a participação dos países que integram o bloco.
Reações e próximos passos
O encontro foi convocado após a mudança de posicionamento dos Estados Unidos em relação à Ucrânia. Na ocasião, líderes europeus discutiram garantias de segurança para o país do leste europeu e os caminhos para um eventual cessar-fogo. A reunião reuniu representantes de diversos países, incluindo França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha, Reino Unido e Canadá. Também participaram a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte. O encontro foi convocado pelo presidente da França, Emmanuel Macron, e aconteceu em Paris. A capital francesa já havia sediado outra reunião sobre o tema dias antes, quando líderes europeus discutiram garantias de segurança para a Ucrânia. Ainda não há definição sobre o envio de tropas de paz ao território ucraniano. A avaliação entre os aliados é que uma eventual operação precisaria ter o respaldo dos Estados Unidos, que não participaram do encontro. O Reino Unido, por sua vez, disse que está disposto a enviar tropas, mas condicionou a participação a uma garantia de segurança americana. O encontro ocorre em um momento de tensão na Europa, que tenta responder à mudança na política externa dos EUA. O presidente americano Donald Trump conversou por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, na véspera da reunião. A ligação foi tratada como um avanço para um possível cessar-fogo, mas os europeus temem que o acordo possa ser fechado sem a participação deles. A reunião foi convocada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e contou com a participação de líderes de países como Alemanha, Reino Unido, Itália, Polônia, Espanha, Holanda, Dinamarca e também da União Europeia. O encontro ocorreu em Paris. O foco do debate era a segurança europeia e a posição do continente nas negociações sobre a Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a Europa precisa construir suas próprias Forças Armadas. Ele afirmou que, sem um exército forte, o continente não teria força militar para enfrentar uma eventual ameaça russa. A declaração foi dada em entrevista à agência Associated Press (AP), publicada na quarta-feira (5). Zelensky também falou sobre a possibilidade de uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir o fim da guerra. Ele defendeu que o encontro aconteça antes do contato direto com o governo russo. “Acho que,
Leia também
Editoria:
Redação Internacional
A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.