Xi Jinping oficializa criação de órgão global sobre IA em Xangai

A criação de uma nova entidade global para governar e promover inteligência artificial foi oficializada nesta sexta-feira, dia 17, em Xangai. O acordo surgiu durante a abertura da Conferência Mundial de Inteligência Artificial e também na Reunião de Alto Nível sobre Governança Global da IA.
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O presidente chinês, Xi Jinping, classificou este movimento internacional como um marco importante no desenvolvimento do setor tecnológico mundial. Ele enfatizou que o avanço da IA não pode ser obra isolada; “uma corda só não faz música e uma árvore só não faz floresta”, disse ele ao público presente.
Uma sinfonia global para a governança
Xi concluiu seu discurso reforçando essa ideia: “o desenvolvimento da IA não deve ser uma apresentação solo de um único país, mas sim uma sinfonia de cooperação internacional”. A iniciativa visa unir a comunidade em torno das regras globais necessárias para guiar esse campo emergente.
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A proposta original surgiu na edição anterior do evento, durante 2025. Na ocasião, o premiê Li Qiang apontou riscos relacionados à “tendência de fragmentação da governança da IA” e defendeu a construção de normas amplamente aceitas pelos países.
O compromisso com tecnologias equitativas
Os líderes presentes nas cerimônias reforçaram um consenso: as novas tecnologias baseadas em inteligência artificial devem ser compartilhadas sob a guarda internacional dos povos. O objetivo é beneficiar todas as nações igualmente, trabalhando para fechar tanto “as brechas digital e de IA quanto o fosso entre Norte e Sul”, conforme detalhado pelo comunicado divulgado pela China.
Para garantir essa cooperação justa, foi estabelecido que a nova entidade deve fomentar uma parceria “aberta, inclusiva, em pé de igualdade e mutuamente benéfica”.
Participantes da conferência
A cerimônia contou com diversas figuras do cenário político mundial: estiveram presentes Kassym-Jomart Tokayev, presidente do Cazaquistão; os primeiros-ministros Hun Manet (Camboja) e Anutin Charnvirakul (Tailândia); e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.
Entre as nações fundadoras foram citados o Brasil, Cuba, Venezuela e Nicarágua. O acordo também conta com a participação de países como Rússia, Indonésia, Paquistão e Cazaquistão, entre outros, num total de 29 países signatários da nova organização global para IA.
A lista completa é composta por África do Sul, Argélia, Belarus, Camboja, Camarões, Congo, Etiópia, Laos, Lesoto, Malásia, Moçambique, Myanmar, Omã, Quênia, Quirguistão, Senegal, Sérvia, Tajiquistão, Uzbequistão e Zâmbia.
Junto a esses países, estão os membros já citados: Brasil, Cazaquistão, China, Cuba, Indonésia, Nicarágua, Paquistão, Rússia e Venezuela.
Contexto das iniciativas globais
A criação desta entidade segue um histórico crescente de planos internacionais sobre o tema. A proposta se soma à Iniciativa Global para a Governança da IA (lançada em 2023) e ao Plano de Ação sobre Governança Global da IA — documento que contém treze pontos —, lançado no ano passado com foco na definição dessa tecnologia como “bem público internacional em benefício da humanidade”.
Editoria:
Redação Política
A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



