Xi Jinping encerra segundo dia nos EUA com jantar com executivos de tecnologia e IA como foco

O presidente chinês, Xi Jinping, encerrou nesta quinta-feira (24) o segundo dia de sua visita de Estado aos Estados Unidos com uma série de encontros na Casa Branca. Ao lado do presidente americano, Donald Trump, Xi defendeu uma “nova orientação estratégica” para as relações entre as duas potências, mas evitou dar detalhes sobre acordos concretos em temas sensíveis como comércio, Taiwan e a guerra no Irã.
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Após as reuniões a portas fechadas, Xi afirmou que os dois líderes tiveram discussões aprofundadas e chegaram a um “entendimento comum sobre muitas questões”. O presidente chinês, no entanto, não especificou quais foram esses pontos de concordância.
A declaração foi feita após as conversas; o jantar de Estado oferecido por Trump contou com a presença de grandes nomes da tecnologia.
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Cooperação em IA e jantar com bilionários
Um dos temas centrais da cúpula foi o desenvolvimento da inteligência artificial. Xi classificou China e EUA como líderes no setor e disse que, apesar da competição, há espaço para ampliar a cooperação. “Temos tanto a capacidade quanto a responsabilidade de garantir que o desenvolvimento da IA esteja sempre sob controle humano e sirva ao bem-estar das pessoas”, afirmou o presidente chinês.
Trump já havia sinalizado que a IA seria um dos principais pontos de discussão. O jantar de Estado reuniu executivos de peso do setor, como Tim Cook (Apple), Jeff Bezos (Amazon), Sundar Pichai (Google), Sam Altman (OpenAI), Greg Brockman (OpenAI), Mark Zuckerberg (Meta) e Jensen Huang (Nvidia).
Na ocasião, Trump destacou a relação pessoal com Xi e disse que, apesar de sistemas diferentes, “os laços entre nossos povos perduram e nunca nos demos tão bem”.
Lições da história e a “amizade forjada em sangue”
Durante o brinde, Xi fez um longo discurso histórico, mencionando os 250 anos de história americana e o interesse de George Washington em colecionar porcelana chinesa. Ele lembrou a cooperação entre chineses e americanos contra o Japão na Segunda Guerra Mundial, descrevendo uma “amizade forjada em sangue e fogo”.
O presidente chinês também citou a visita de Richard Nixon à China em 1972, quando o aperto de mão entre Nixon e Mao Tsé-Tung marcou o início da normalização das relações. “Como um rio que nunca para de fluir, a história nunca permanece estática”, disse Xi, antes de pedir que os dois países “cultivem juntos as belas flores das relações sino-americanas”.
No encerramento do discurso, Xi afirmou que a agenda “Make America Great Again” (Maga), de Trump, poderia coexistir com o objetivo chinês de promover o “grande rejuvenescimento nacional”.
Comércio, Taiwan e guerra no Irã
Nas conversas bilaterais, Xi defendeu uma competição saudável e disse que empresas americanas são bem-vindas na China, mas pediu que companhias chinesas recebam tratamento justo nos EUA. Sobre Taiwan, Xi pediu que os americanos se oponham à “independência de Taiwan”, segundo a agência estatal chinesa Xinhua.
A Casa Branca ainda não divulgou comunicado sobre o tema.
Trump já havia dito, após visitar a China em maio, que mantinha um pacote de armas estimado em US$ 14 bilhões como possível “moeda de troca” nas negociações com Pequim. Já em relação à guerra no Irã, Xi defendeu o retorno a um cessar-fogo e negociações de paz, posição apresentada depois de Trump adotar um tom mais duro sobre o conflito na Assembleia Geral da ONU.
Como gesto simbólico, Trump presenteou Xi com uma escultura de uma águia-de-cabeça – branca, símbolo nacional dos EUA. A peça tem cerca de 90 centímetros de altura e foi criada por um artista americano em colaboração com o presidente e a primeira-dama. “Esperamos que ela encontre um bom lugar, um lugar maravilhoso em Pequim”, disse Trump.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Internacional
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