Xeque Mansour injeta £ 100 milhões no City Football Group, dono do Bahia, e chega a 81%

O xeque Mansour aportou £ 100 milhões no City Football Group (CFG), reforçando o controle sobre a organização que administra o Manchester City e outros clubes pelo mundo, entre eles o Bahia, no Brasil.
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Com a operação, a participação dele no grupo subiu para cerca de 81%. Pelos cálculos da transação, o CFG passa a ser avaliado em torno de £ 5,9 bilhões. A gestora americana Silver Lake continua como a principal acionista minoritária.
Ações foram emitidas e compradas em 14 de outubro
Registros da Companies House mostram que 11.327.163 novas ações do CFG foram criadas em 14 de outubro. Quem comprou esses papéis foi a Newton Investment and Development, empresa ligada a Mansour.
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Para o CFG, o dinheiro vem do capital próprio do maior acionista. Em conversa com o jornal londrino City AM, um porta-voz da organização afirmou que os recursos vão para “fins corporativos normais, de acordo com nossos planos estratégicos, financiando investimentos planejados no City Football Group“.
Manchester City recorre de punição por violações financeiras
O aporte chega em um momento delicado para o clube inglês. Uma comissão independente concluiu que o Manchester City cometeu 114 violações das regras financeiras da Premier League, depois de analisar operações de nove temporadas.
Segundo a decisão, acordos comerciais teriam sido usados para esconder aportes do dono e inflar artificialmente as receitas do time. O clube recorreu e chamou o veredito de “inseguro”, alegando “erros materiais claros de direito, princípio e fato”.
Se o recurso for negado, a punição ainda precisará ser definida. Entre as sanções em discussão estão multas, perda de pontos e até o rebaixamento esportivo.
Presidente do IFR fala em “poder absoluto” sobre venda
Antes disso, o presidente do Regulador Independente do Futebol (IFR), David Kogan, afirmou que o órgão tem “poder absoluto” para obrigar um proprietário a vender um clube, caso conclua que a gestão foi conduzida sem a devida diligência.
Kogan, porém, ressaltou que qualquer medida depende antes do resultado do recurso apresentado pelo Manchester City.
Rede do CFG inclui clubes na Austrália, nos Estados Unidos e no Uruguai
Apesar do peso do Manchester City na estrutura, o CFG administra uma rede internacional. Além do Bahia, o grupo tem participações majoritárias ou de controle em New York City FC, Melbourne City, Girona, Palermo, Troyes e Montevideo City Torque, semifinalista da Copa Sul-Americana.
No início deste ano, o presidente do CFG, Khaldoon Al Mubarak, disse que o grupo vale no mínimo US$ 10 bilhões em uma eventual negociação de mercado. Ele classificou os clubes da rede como “joias” e descartou vender os ativos.
Editoria:
Redação Esportes
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