China Media Group mantém LaLiga fora do ar na China e rejeita desculpas de Mbappé e Real Madrid

A crise envolvendo Kylian Mbappé, o Real Madrid e a China ganhou novo capítulo na quarta-feira (28). O grupo estatal China Media Group (CMG), dono da emissora CCTV, confirmou a suspensão das transmissões da LaLiga no país e recusou as explicações atribuídas ao clube espanhol após a polêmica sobre um meme do atacante francês com Mao Tsé-Tung, líder histórico chinês.
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Em comunicado, um porta-voz do CMG disse que as falas do jogador passaram dos limites da liberdade de expressão e que o Real Madrid não pode se livrar da responsabilidade pelo caso. A entidade também afirmou que só voltará a transmitir a competição se receber um pedido de desculpas considerado satisfatório.
Mbappé e o Real Madrid pediram desculpas
Antes da manifestação do CMG, Mbappé já tinha se desculpado publicamente na terça-feira (27). Ele reconheceu que seus comentários foram imprudentes e que magoaram pessoas na China e em comunidades chinesas pelo mundo.
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Na quarta-feira (28), foi a vez do Real Madrid divulgar uma declaração de desculpas ao povo chinês. Apesar dos pedidos, a suspensão segue em vigor e atinge partidas da liga espanhola, jogos relacionados a Mbappé e anúncios publicitários protagonizados pelo jogador.
LaLiga tenta conter a crise com o governo chinês
O presidente da LaLiga, Javier Tebas, procurou representantes chineses para tentar conter o estrago. Na terça-feira (27), ele se encontrou com o embaixador da China na Espanha, Yao Jing, e a liga apresentou desculpas pela ofensa causada a torcedores chineses.
Tebas também enviou uma carta à CCTV, numa tentativa de preservar a relação com o país e impedir que a controvérsia prejudicasse a transmissão do campeonato.
Patrocinadores chineses deixam Mbappé
A suspensão representa um golpe para a presença comercial do futebol espanhol no mercado chinês. Além de parar os jogos, a emissora estatal também retirou do ar conteúdos ligados a Mbappé e anúncios com a imagem do atacante.
No campo comercial, o francês já sentiu o impacto. Empresas chinesas como Dongpeng, Mengniu e Milkground encerraram suas parcerias com ele após a repercussão das declarações. O Real Madrid tem acordos comerciais com companhias chinesas, e a LaLiga depende da distribuição internacional de seus direitos de transmissão para ampliar audiência e receitas, o que deixa os dois preocupados com o caso.
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Redação Economia
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