Williams, do Fed: “A inflação está absolutamente alta demais. Está alta há tempo demais”

O presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, afirmou na sexta-feira (6) que a economia dos Estados Unidos segue resiliente e que o mercado de trabalho está notavelmente estável, apesar de sucessivos choques. Ainda assim, ele disse que a inflação está muito alta e precisa voltar a 2%.
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A fala foi feita em uma conferência do Banco Central Europeu, em Frankfurt. Para Williams, a alta de preços no mundo todo tem causas claras: a guerra dos EUA contra o Irã elevou o preço da energia, e o crescimento acelerado dos investimentos em IA encareceu alguns produtos e serviços ligados à tecnologia da informação.
Inflação está alta demais, diz Williams
“A inflação está absolutamente alta demais. Está alta há tempo demais”, disse Williams. Para ele, o banco central precisa trazer os preços de volta à meta com rapidez e de forma duradoura. “É absolutamente essencial que levemos a inflação de volta à nossa meta de 2% de maneira oportuna e sustentável.”
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O dirigente, porém, colocou o foco do Fed na trajetória da inflação. Na visão dele, o que mais importa é impedir que os choques atuais se espalhem por toda a economia e se tornem uma inflação mais ampla ou mais persistente.
Expectativas seguem ancoradas e salários em linha com a meta
Williams avaliou que, por enquanto, esse cenário não se confirma. “Felizmente, não estamos vendo isso acontecer até o momento em termos de expectativas de inflação, que permanecem bem ancoradas”, afirmou.
Ele também comentou o comportamento dos salários. “Estamos observando um crescimento salarial que, acredito, está em linha com nossa meta de 2%”, disse.
Fed deve reunir mais dados antes de decidir juros
Williams não detalhou qual deve ser o próximo passo da política monetária. Ele lembrou, no entanto, que o último comunicado do banco central concluiu de forma correta que é adequado coletar mais informações antes de definir a postura da política monetária.
Enquanto isso, o mercado já trabalha com cenários para os juros. Os mercados financeiros estimam probabilidade superior a 50% de alta da taxa de juros pelo Fed em dezembro. Uma elevação até março, por sua vez, já está totalmente precificada.
Editoria:
Redação Economia
A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



