Vini Jr. soma 1 gol e 3 assistências, mas Marca vê fase como “fundo do poço”
O jornal espanhol “Marca” questionou o rendimento de Vinicius Junior no Real Madrid e classificou a fase atual do atacante como um possível “fundo do poço”. O brasileiro soma um gol e três assistências na LaLiga, mas, para o veículo, a queda de confiança vai além dos números.
Na avaliação do jornal, Vini Jr. tem sido menos incisivo e está distante do nível que o consolidou como uma estrela do futebol mundial. O jornalista Joel del Río comparou o momento atual às dificuldades enfrentadas pelo jogador no início da trajetória no clube.
Marca relembra início difícil de Vinicius Junior
Naquela primeira fase, Vinicius foi criticado, desperdiçou oportunidades e teve sua capacidade de corresponder às expectativas questionada. Del Río escreveu que a história do atacante pode inspirar uma recuperação, mas lembrou que, naquele período, o talento ainda não se traduzia em resultados.
“Sua história inspira a crença nessa ressurreição. Quando chegou ao Real Madrid, dúvidas cercavam seu imenso talento, que ele ainda não havia encontrado uma maneira de traduzir em resultados. Perdeu chances, enfrentou críticas e se tornou alvo de chacotas.
Muitos duvidavam que ele pudesse atingir o nível esperado”, destacou o jornalista.
O texto reconhece que o brasileiro superou as dificuldades e assumiu protagonismo no Real Madrid. Para Del Río, porém, o fato de ter reagido no passado não garante que consiga repetir o processo agora.
Recuperação depende da confiança do atacante
Segundo o “Marca”, o principal desafio de Vini Jr. não é apenas voltar a marcar gols, mas recuperar a convicção e a personalidade mostradas em suas melhores atuações pelo clube merengue.
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“O problema não é mais simplesmente voltar a marcar gols. Trata-se de recuperar a convicção com que ele encarava a bola, persistia após errar e assumia a responsabilidade”, afirmou Del Río.
O jornal também aponta que o apoio do Real Madrid e as oportunidades dadas pelo técnico podem ajudar na retomada. Ainda assim, a publicação avalia que a mudança decisiva depende do próprio jogador.
“O time pode se unir em torno dele, o treinador pode lhe dar oportunidades e todos podem lembrá-lo de tudo o que ele conquistou. Mas ninguém pode lhe devolver a confiança ou a audácia necessárias para tentar novamente quando as coisas dão errado.
Essa parte do processo de reconstrução não admite intermediários”, concluiu Del Río.
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