Viagem com pet exige foco no bem-estar do animal, alerta especialista
Viajar com animais de estimação deixou há muito tempo de ser uma exceção, tornando-se parte do planejamento das férias e momentos de lazer da maioria dos brasileiros.
O aumento nas opções de hospedagens, restaurantes ou atrações pet friendly, por um lado, impulsiona esse movimento; mas também gera preocupações sobre como garantir que a experiência seja segura e confortável para os cães durante o trajeto em 2026.
Planejamento: O bem-estar deve vir antes
Para Denise Neves, especialista em comportamento canino e sócia da Dog Corner, é crucial entender que qualquer viagem precisa ter foco no animal. Ela alerta que não basta pensar apenas na família viajante, visto que nem todos os pets lidam confortavelmente com longos deslocamentos ou mudanças abruptas de ambiente.
“Quanto maior for o planejamento e a preparação, maiores serão as chances de a viagem ser tranquila”, explica a profissional.
Preparando o pet para sair do conforto
O primeiro passo envolve avaliar se aquele cão está realmente apto à aventura; pois alguns animais podem apresentar dificuldades em lidar tanto com rotinas quebradas quanto ambientes desconhecidos.
Denise Neves ressalta ainda mais: “Muitas vezes leva-se o animal por desejo da família. No entanto, é fundamental ponderar qual opção será melhor — viajar pode ser ótimo para uns pets, mas permanecerem num ambiente seguro e preparado talvez seja uma alternativa muito mais responsável”.
Ela aconselha que tutores considerarem alternativas especializadas caso os bichos sejam idosos ou tenham questões de saúde específicas.
Segurança no transporte e na mala
A adaptação ao processo deve começar bem antes do dia em que a viagem realmente acontecerá; especialmente se for um cão não acostumado com carros longos ou caixas transportadoras.
“Não adianta deixar tudo correndo só até o embarque. É preciso criar associações positivas,” orienta Neves. Passeios curtos, uso gradual da caixa de transporte e uma rotina previsível ajudam muito nesse objetivo.
Equipamentos essenciais
Em relação à segurança no veículo, é perigoso permitir que os animais viajem soltos dentro do carro. Esse comportamento aumenta riscos acidentais além de distrair quem está dirigindo em caso de frenagens bruscas; por isso, a especialista recomenda utilizar equipamentos específicos como cinto peitoral ou cadeirinha própria.
Além disso, montar um kit exclusivo ajuda na adaptação ao novo local: deve incluir rações suficientes para toda viagem, guia com coleira identificada, brinquedos familiares e itens básicos de higiene (como toalha). É importante também conversar com o veterinário sobre os intervalos adequados entre as refeições e as paradas na estrada.
Atenção aos sinais no destino
Ao chegar no lugar do passeio, é fundamental que os tutores respeitem o tempo gradual de ambientação. O ideal não é expor imediatamente o animal a muitos estímulos — como pessoas ou locais movimentadíssimos —, mas sim permitir uma exploração lenta.
“Manter parte dos hábitos antigos ajuda muito”, recomenda Denise Neves, o que inclui horários parecidos para passeios, alimentação e descanso nos primeiros dias.
Gerenciando crises
É vital saber identificar rapidamente qualquer sinal físico de estresse: tremores excessivos, salivação demais, vômitos inesperados, apatia na hora da refeição ou até mesmo bocejos frequentes. Se o pet ficar muito ansioso durante o trajeto, a calma do tutor é essencial.
Nesses momentos críticos, não se deve forçar comportamentos nem repreender o animal por um descontrole emocional. O recomendado pela profissional da Dog Corner é fazer uma pausa segura para que ele possa caminhar e beber água em ambiente tranquilo.
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